Avanço do coronavírus triplica na Serra em duas semanas, diz estudo

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Nezio Fernandes, secretário de Saúde do ES ao lado de Luiz Carlos Reblin, subsecretário da pasta durante coletiva desta segunda (1). Foto: Divulgação
Nezio Fernandes, secretário de Saúde do ES ao lado de Luiz Carlos Reblin, subsecretário da pasta durante coletiva desta segunda (1). Foto: Divulgação

O número de infectados pelo coronavírus cresceu três vezes no espaço em duas semanas na Serra. É o que apontam os dados da 2ª etapa do Inquérito Sorológico realizado nos municípios do ES.

As informações foram divulgadas na tarde desta segunda-feira (01) pelo secretário de Saúde do ES, Nésio Fernandes. Segundo ele, 206.559 pessoas que já contraíram Covid-19 a no Espírito Santo, o que dá 5,14% da população. O levantamento da 2ª etapa do Inquérito aconteceu entre os dias 27 e 29 de maio.

A primeira fase do Inquérito, entre 13 e 15 de maio, apontou que 84.931 capixabas já tinham tido contato com o vírus. A metodologia do Inquérito é por amostragem, com os agentes visitando uma quantidade de residências e fazendo testes nos moradores. A partir de projeção estatística dos resultados desse grupo da amostragem, chega-se ao número total de infectados.

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Na primeira etapa foram realizados 4.612 testes. Já na segunda 4.644. “Na primeira etapa, 97 cidadãos testaram positivo. Na segunda etapa, 239 cidadãos deram positivo. O número de casos positivos apontou a Serra com crescimento de quase 3 vezes maior com relação a primeira etapa”, observou Nezio.
O Inquérito Sorológico ainda terá outras duas etapas. A próxima será em 15 dias e a subsequente, duas semanas após.

Pardos e negros estão sendo mais atingidos

Outro dado que chamou atenção na 2ª etapa é o de que os pardos e negros somam 70% dos casos positivos. Já a idade média dos infectados é de 44 anos. E também revelou crescimento maior da doença em lares com mais do que cinco moradores.

Dos que testaram positivo, 39% tiveram tosse e 37% perda de olfato e paladar. Também houve aumento no número de casos assintomáticos.
“Os números são um alerta para mostrar uma possível sobrecarga no Sistema de Saúde Pública. O Inquérito vai nos permitir organizar ainda com mais precisão o sistema de saúde a partir da taxa de transmissão da doença”, explica o secretário.

Nezio acrescenta que, com os dados, já é possível reconhecer o padrão da pandemia no ES “E a partir deste momento poderemos refinar ainda mais o conjunto de decisões para o enfrentamento “.

Por fim, Nezio agradeceu os mais de 400 trabalhadores que estão participando do inquérito e também os órgãos e instituições que ajudam no estudo.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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