Auxiliares e técnicos de enfermagem do Jayme Santos decidem entrar em greve a partir da terça-feira

Compartilhe:
A categoria fez uma terceira manifestação em frente ao Jayme na manhã desta sexta (5). Foto: Divulgação

Auxiliares e Técnicos em Enfermagem dos Hospitais Jayme Santos Neves, em Morada de Laranjeiras, na Serra, quedque é referência no tratamento da Covid-19 no Espírito Santo vão entrar em greve a partir da próxima terça-feira (8).

A informação é do Sindicato que representa os Auxiliares e Técnicos em Enfermagem, o SITAEN – Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Espírito Santo que disse que a UTI de Covid-19 e pronto socorro será mantida em 90% de funcionamento. Os demais setores o funcionamento será reduzido para 30% ou 40% respeitando a lei de greve.

Profissionais da mesma categoria farão a mesma greve também no Hospital Evangélico de Vila Velha e Maternidade de Cariacica.

A decisão foi tomada depois do terceiro protesto silencioso em frente ao Jayme Santos na manhã desta sexta (5).

Receba as notícias mais importantes do dia no grupo de WhatsApp do Tempo Novo

A categoria reclama que os hospitais não estão atendendo sua revindicação.

Os trabalhadores reclamam que a Associação Evangélica Beneficente Espirito-Santense (AEBES)  se nega a atender as revindicações sobre falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, sobre o alto índice de profissionais infectados pela Covid-19, sobre as diversas demissões de técnicos que estão no grupo de risco, entre eles pessoas com mais de 60 anos e prestes a se aposentar, sobre o corte de pagamento de benefícios como feriado em dobro e baixo salário.

Segundo o sindicato desde 2017 que os trabalhadores não recebem reajuste.
O Hospital Jayme é referência no atendimento para pacientes com Covid-19 no estado. Muitos técnicos e auxiliares que foram infectados pela doença acreditam que foi dentro do hospital devido à falta de EPI.

Como muitos profissionais estão afastados pela doença e outros foram demitidos, quem continua trabalhando reclama que a carga de serviço dobrou. Alguns estão extrapolando suas funções realizando o serviço de maqueiro.

A falta de assistência com os doentes por Covid-19 é outra reclamação que não foi atendida. A maioria diz que a direção do hospital não se importa se eles estão se recuperando bem ou não. Muitos relatam que sequer receberam uma ligação.
O salário baixo é outro grave motivo de insatisfação dos trabalhadores. Técnicos em enfermagem do hospital ganham pouco mais de R$ 1.200 reais.

Os trabalhadores também pediram que o governo estadual cumpra com a promessa de conceder o salário de R$ 2.400 reais que foram oferecidos para técnicos quem trabalha em hospitais de referência em Covid-19.

A reportagem demandou a Secretaria de Estado da Saúde e assim que a demanda for respondida será publicada neste espaço.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

Leia também