Audiência pública vai discutir crise da água no Estado

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Audiência pública vai discutir crise da água no Estado
Na última segunda – feira (09) quase toda a água do rio Santa Maria ficava retida na captação, restando pouco para alimentar os manguezais da baía de Vitória. Foto: Fábio Barcelos

A crise hídrica e os impactos da seca nos rios do Estado será tema de audiência pública na Assembleia Legislativa (Ales), nesta terça-feira (17), às 9hs. Um dos convidados para discutir sobre o assunto é o diretor do “Instituto Terra” e fotografo renomado, Sebastião Salgado.

Segundo a assessoria de comunicação da Ales, o objetivo da audiência é diagnosticar os problemas da seca no Espirito Santo e estabelecer políticas públicas que dizem respeito à conscientização quanto a uso da água.

Além de Sebastião Salgado, foram convidados também o presidente do Fórum Capixaba dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Estado, Hélio de Castro; o especialista em estudos sobre bacias hidrográficas Alberto Pêgo; o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Octaciano Neto; o diretor de Engenharia Ambiental da Ufes, Edmilson Teixeira; representantes do Ministério Público; do Governo do Estado e movimentos ativistas ambientais.

Serra em situação crítica

A Serra é uma das cidades mais vulneráveis à crise hídrica. Isto porque o rio que a abastece, o Santa Maria da Vitória, vem apresentando vazões baixíssimas nos últimos meses, o que obrigou a Cesan a reduzir a quantidade de água captada e o repasse às gigantes Vale e ArcelorMittal Tubarão, responsáveis pelo consumo de 1/3 de tudo que é retirado do rio.

Além disso o fornecimento de água para a cidade também fica prejudicado quando chove forte. É que o Santa Maria está tão degradado que o barro das encostas e margens desmatadas desce para o rio, transformando – o num caldo de lama.

Quando isto acontece a Cesan não interrompe o tratamento e a distribuição de água. Este foi o motivo das torneiras terem ficado secas nos entre os últimos dias 27 de fevereiro e 01 de março na Serra, quando o rio ficou barrento após chuvas em Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina, onde ficam as nascentes.

E dias após esta chuva o nível do rio voltou a cair consideravelmente, fazendo com que quase toda a água que chega em São José do Queimado, zona rural da Serra onde é feita a captação, fique retida para o abastecimento, sobrando quase nada para alimentar os manguezais do Lameirão na baía de Vitória. Diante do quadro é grande o risco da região ficar sem água nos próximos meses, principalmente porque está chegando ao fim o período mais úmido do ano, onde pouco choveu.

Além de toda a Serra o Santa Maria abastece também a zona norte de Vitória, bairros de Cariacica próximos à rodovia do Contorno e a Praia Grande em Fundão.

 

 

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