Está marcado para o próximo sábado (21) um ato contra poluição do ar gerada por Vale e ArcelorMittal Tubarão no Complexo de Tubarão, que dentre outros contaminantes, emitem o conhecido pó preto. O protesto é iniciativa da Ong Juntos SOS Ambiental, entidade sediada em Vitória que nos últimos anos ficou conhecida, dentre outras pautas, por lutar contra a poluição siderúrgica na região metropolitana.

O ato está marcado para acontecer no calçadão da praia de Camburi, das 9h às 12h, em frente ao Hotel Aruan, região da capital que é vizinha às instalações da Vale.

De acordo com representante da entidade, Eraylton Moreschi, essa é a 10ª vez que acontece o ato, o qual, nesta edição, trará críticas e pedirá a suspensão dos Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) firmado por Vale e ArcelorMittal Tubarão junto aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, além da Secretaria e Instituto de Meio Ambiente (Seama/Iema) do Estado em 2018. Neles, Vale e Arcelor se comprometem a investir para reduzir o pó preto em troca de terem processos judiciais por poluição suspensos.

Em documento divulgado à imprensa, o ativista afirma que os TCAs não definem métricas de redução da poluição, inviabilizando parâmetros para aferição das metas ao final dos prazos contidos no acordo.

O ato também irá pedir a suspensão da Licença de Operação (LO) da Vale, renovada pelo Iema em novembro do ano passado. No documento divulgado por Eraylton, a Ong argumenta que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da expansão da mineradora aprovado pelo Iema em 2008 previa que a emissão de dióxido de enxofre (NOx) seria de 2,4 mil Kg por hora. Mas o inventário de poluição do ar divulgado pelo próprio Iema no último dia 11 de julho, com dados referentes a 2015, indicaram emissão de 2,8 mil Kg por hora de lançamento do poluente pelas usinas da Vale em Tubarão.

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