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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Ativista registra família de macacos bugios no Mestre Álvaro   

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Registro foi feito em porção mais preservada do Mestre Álvaro, ao sul da montanha. Foto: Júnior Nassa/Guardiões do Mestre

Tem boa notícia para o meio ambiente no Mestre Álvaro. Na última terça-feira ativistas da ong Guardiões do Mestre encontraram uma família de macacos bugio, também conhecida como barbado, uma das espécies mais atingidas pela epidemia de febre amarela que dizimou boa parte da população de primatas na mata Atlântica em 2016.

O avistamento aconteceu na última terça-feira (25) e foi registrado nas lentes do ativista Júnior Nass. “Só tinha visto os bugios em 2017, um ano após a epidemia de febre amarela. Há alguns relatos de outros avistamentos, mas só na região de Furnas e Munitum, que fica ao sul do Mestre Álvaro, perto dos alagados e onde a mata é mais preservada. E foi justamente onde fiz essas fotos ontem (terça-feira, 25)”, detalha.

Segundo Nass, os bugios são territorialistas, andam em grupos familiares e fazem som característico, que pode ser ouvido a centenas de metros. “Antes da febre amarela, haviam grupos na região da Serra Sede e Sítio Recanto Mestre Álvaro, agora não avistamos mais ali. Mas o avistamento de ontem nos dá esperança, pois havia filhotes no bando”, frisa.

O ativista, que anda com freqüência nas trilhas da montanha e faz guiamento para visitantes nos fins de semana, disse estima que antes da doença estimava de 60 a 70 bugios a população de macacos dessa espécie na Área de Proteção Ambiental (APA) do Mestre Álvaro, que tem cerca de 2 mil hectares. “Hoje não deve passar de 20 indivíduos, pois quase não são mais ouvidos e avistados”, pondera.

Nass acrescenta que há outra preocupação, não só com os macacos bugios, mas com outras espécies de animais que habitam a APA: a rodovia do Contorno do Mestre Álvaro (BR 101). O temor é de atropelamento e isolamento de populações, o que inevitavelmente levarão a seu declínio, caso os prometidos túneis de fauna sobre a rodovia – cujas obras estão em andamento – não sejam implantados. Ou mesmo que mesmo instalados tais túneis não tenham a eficiência desejada para servir de passagem à vida silvestre entre as florestas do Mestre Álvaro e da região do Queimado.

Vale lembrar que há política estadual que define o território entre a Reserva Biológica de Duas Bocas em Cariacica e o Mestre Álvaro, na Serra, como um dos corredores ecológicos importantes do Espírito Santo.

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