Assembleia aprova criação de frente parlamentar sobre diabetes

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Os voluntários irão fazer medição de glicemia após série de exercícios. Foto: Divulgação / Agência Brasil

 

O deputado Fabrício Gandini. Foto: Tati Beling

Aprovada na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes tem como meta discutir políticas públicas que garantam melhor qualidade de vida para estas pessoas.

A preocupação do colegiado é justificada pelo fato de que Acidente Vascular Cerebral (AVC), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), insuficiência renal, cegueira e amputação de pernas e pés são alguns dos problemas que um paciente diagnosticado com diabetes pode ter caso não tome os devidos cuidados. O proponente da frente é o deputado Fabrício Gandini (Cidadania), portador da doença.

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“Quando completei 37 anos, descobri que era diabético. É uma doença crônica e silenciosa. É preciso acompanhamento rigoroso. A doença pode atacar os rins, o coração e a visão. A cicatrização é difícil. Conheço casos em que há necessidade até de amputação. Eu tenho acesso à informação e ao tratamento, mas grande parte dos diabéticos, não. Precisamos levar isso para as pessoas”, declarou Gandini.

Segundo o deputado, a ideia da frente parlamentar é garantir a realização dos testes, que vão detectar a doença. Depois, informar às pessoas sobre como elas devem proceder para ter acesso aos medicamentos oferecidos gratuitamente na rede pública. “Vamos discutir políticas públicas que possam melhorar a qualidade de vida do diabético”, disse o parlamentar.

Para criar a frente, Gandini contou com o apoio dos colegas deputados e também da Associação dos Diabéticos do Espírito Santo (Adies), fundada há 10 anos e que tem sede em Vitória.

Sintomas:

De modo geral, o diabetes apresenta sintomas como sede e fome excessivas, vontade de urinar várias vezes por dia e cansaço. Dependendo do tipo, ainda podem ocorrer perda de peso, mudanças bruscas de humor, náusea, vômito, demora na cicatrização de feridas, disfunção sexual e infecção na bexiga, pele e rins.

No Espírito Santo, há cerca de 270 mil diabéticos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mas metade da população sequer sabe que tem a doença e só a diagnostica quando tem alguma complicação.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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