Após ameaças de ataque, estudantes da Ufes decidem não ir as aulas nesta quarta

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Após ameaças de ataque, estudantes da Ufes decidem não ir as aulas nesta quarta
Estudantes estão aterrorizados por conta das ameaças de ataque armado na Universidade. Foto: Divulgação

Após a divulgação de alguns prints em que mostram uma suposta ameaça de ataque à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), estudantes da instituição ficaram aterrorizados e estão marcando de não irem as aulas nesta quarta-feira (19).

As supostas mensagens divulgadas pelas redes sociais afirmam que o autor iria matar o máximo de esquerdistas, feministas, homossexuais e negros que fossem encontrados. A divulgação do suposto atentado teria começado em um grupo da  deep web (parte da internet não acessível pelos mecanismos de busca e oculta do grande público). Este seria o mesmo grupo em que foi divulgado o ataque a escola de Suzano, em São Paulo.

Nas redes sociais, está havendo uma grande movimentação dos estudantes que estão se programando para não irem as aulas nesta quarta. O TEMPO NOVO conversou com a presidente do Diretório Central dos Estudantes da Ufes, Beatriz Moreira, que afirmou que os alunos estão com medo.

“Alguns professores cancelaram as aulas, outras turmas estão marcando de não vir. Está tendo essa movimentação por conta de medo. Foram encontradas algumas pichações em um banheiro e os estudantes entraram em desespero”, afirmou Beatriz.

A Ufes disse por meio de nota que tomou ciência das mensagens divulgadas sobre um possível ataque armado que estaria sendo planejado para acontecer no campus de Goiabeiras e acionou imediatamente a Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo, o Núcleo da Polícia Militar na Ufes e a Gerência de Segurança e Logística da Universidade, que já estão adotando todas as providências cabíveis.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou, por meio de nota, que já tomou conhecimento das postagens e encaminhou todo o material à Polícia Federal, autoridade que tem atribuição de investigação de fatos ligados à Ufes. Ainda segundo a Sesp, a Polícia Civil se colocou à disposição para auxiliar nas apurações.

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