
Na noite de ontem (13), a Academia de Letras e Artes da Serra – ALEAS, realizou de modo presencial e remoto a sua primeira assembleia geral extraordinária, desde o início da pandemia de Covid-19.
Segundo seu presidente, Fábio Luiz Miranda Boa Morte, a diretoria aguardava a possibilidade do arrefecimento da pandemia, que finalmente encontra possibilidade, com o início da vacinação, ao menos a médio prazo.
Com quase três décadas de existência, a ALEAS representa um dos pilares da cultura da Serra, tanto pelo plantel de artistas e personalidades que reúne, tanto pelo acervo de memória, cultura e história agregado ao legado dos seus patronos e fundadores.
Para Fábio, a principal missão da atual gestão é fazer a ALEAS “ser o que ela é”. Ou seja, promotora de valorização de talentos artísticos e literários do município, e zeladora da memória e do patrimônio material e imaterial da cultura e da ilustração serranas.
Para isso, Boa Morte equipara que os feitos da Academia, em face das letras e das artes, deve ser equivalente ao que representa para o folclore serrano, o trabalho da ABC – Associação das Bandas de Congo da Serra, que é hoje principal guardiã e mantenedora das bandas de Congo e do Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito.
Foi nesta perspectiva, que a assembleia de ontem lançou as bases para a criação da “Feira de Letras e Artes da Serra”, evento que pretende, junto com o Ciclo Folclórico, tornar-se referência para o município e para o estado, com sua primeira edição prevista para agosto de 2021.
Fábio, tal como toda diretoria e o corpo acadêmico, não tem dúvidas que este evento já está fadado ao sucesso, além de representar igualmente um novo ativo para o setor cultural e turístico da cidade, pois será certamente bem assimilado para as parcerias públicas e privadas.
Por fim, parecendo abençoar as iniciativas de futuro e liberdade para os novos caminhos da Aleas, a foto de fechamento do evento, de modo simbólico, teve a honra de ter em suas margens, telas de dois importantes e saudosos acadêmicos: na direita, Walter Francisco de Assis, na esquerda Antônio Tackla: ambos artistas negros e incansáveis guerreiros da cultura, numa inesquecível noite de um 13 de maio. Viva a Aleas!
Texto: assessoria de imprensa da Aleas.

