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Água distribuída pela Cesan pode causar câncer em consumidores, alerta agência estadual

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Em outubro de 2019 moradores da região da Serra Sede reclamaram do gosto e cheiro da água, relatando inclusive problemas de saúde supostamente ligados ao consumo do líquido fornecido pela Cesan. Foto: Arquivo TN/Edson Reis

O excesso de cloro na água que a Cesan distribuiu para moradores da Serra e cidades vizinhas pode causar câncer e outros problemas de saúde. A informação consta no autor de infração emitido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos (ARSP) contra a Cesan, que inclui multa de R$ 25 mil. E ainda pede a empresa que corrija imediatamente o problema e melhore seu sistema de monitoramento da qualidade da água enviada à população.

A autuação ocorreu no último dia 26 de fevereiro. E baseia-se em amostras coletadas entre novembro de 2016 e novembro de 2020, quando por diversas vezes as substâncias químicas trihalometanos (THT) e ácidos haloacéticos (AHT) –  resultantes da adição do cloro no processo de tratamento do líquido captado nos rios Santa Maria e Reis Magos – apareceram acima dos limites considerados seguros para uso humanos conforme a legislação. Houve caso de uma das substâncias está em concentração oito vezes acima do permitido.

O excesso das substâncias foi constatado nas águas distribuídas pelas Estações de Tratamento (ETA´s) Santa Maria, Carapina e Reis Magos, que além de atenderem todos os 517 mil moradores da Serra também fornecem água para zona norte de Vitória (após o Canal da Passagem), parte de Cariacica (bairros a região da Rodovia do Contorno) e Praia Grande em Fundão.

E além desse problema, a ARSP constatou turbidez acima do permitido – ou seja água turva – também no líquido fornecido pelas três estações no período avaliado. Por essa razão, a empresa recebeu também foi multada em R$ 24,7 mil, ou seja, no mesmo valor que o da situação do cloro.

As inconformidades da água da Cesan na Serra vieram à tona há duas semanas. É que a Secretaria Municipal de Saúde da Serra (Sesa), que acompanha através do Programa Vigiágua os dados fornecidos pela própria Cesan, constatou os excessos e cobrou da ARSP e da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) um posicionamento. Em 17 de fevereiro a Agerh enviou nota técnica ao município confirmando os problemas e 11 dias depois a ARSP autuou e multou a concessionária de água.

Entidade questiona “ valor pequeno” da multa

Diretor da ONG Junsto SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi, disse que a punição à Cesan foi branda diante da gravidade da situação.

“Ao longo de cinco anos a Cesan enviou água imprópria para a população, que paga pelo tratamento. E ainda deu desconto, está cobrando no total R$ 44, 9 mil, sendo que cada multa foi de R$ 24,7 mil. É um valor muito pequeno. O argumento da ARSP é que por lei o valor somados das multas não pode exceder 1% da média do valor líquido mensal arrecadado pela Cesan no município. Ocorre que a infração da Cesan não foi só na Serra, as águas das ETA’s Santa Maria e Carapina atendem também Vitória, Cariacica e Praia Grande (Fundão)”, afirma o ambientalista.

Eraylton disse que a ONG formalizou pedido de explicações à ARSP.

A reportagem pediu à ARSP que comentasse as declarações de Eraylton. A assessoria de imprensa da Agência disse que passou o caso à diretoria. Se houver manifestação, será publicada neste espaço.

Cesan diz que é mentira

Há duas semanas Tempo Novo pede um posicionamento da Cesan sobre o caso, mas a empresa não responde. Porém no último dia 26 a Cesan lançou uma nota em seu site negando a água distribuída à população tenha excesso de cloro. Naquele espaço, a empresa afirma ser “inverídica” a informação, classificando de “desconhecimento” e “má interpretação textual”.

Reclamações recorrentes

Reclamações sobre a qualidade da água que chega às torneiras na Serra tem sido recorrentes nos últimos anos, junto com queixas de frequentes faltas d’água. A mais recente delas foi na semana passada em Manguinhos, onde a água chegou amarelada às torneiras segundo os moradores.

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