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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Água da Grande Vitória está acabando e risco de desabastecimento é real

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Por Bruno Lyra

Quase 90% da água que restou do rio que abastece a Serra, o Santa Maria, está desviada para a captação. Este é manancial com situação mais crítica. Foto: Bruno Lyra
Quase 90% da água que restou do rio que abastece a Serra, o Santa Maria, está desviada para a captação. Este é  o manancial com situação mais crítica. Foto: Bruno Lyra

Os cerca de 1,7 milhão de moradores da Grande Vitória podem ficar sem água. E é justamente na Serra e na parte norte de Vitória, onde além de cerca de 600 mil moradores, está o maior parque industrial e logístico do ES, que o problema é mais grave.

Isto por conta de uma das piores secas de todos os tempos, que atinge não só todo o Espírito Santo, mas Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com o diretor da Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH), Róbson Monteiro, a vazão dos principais rios que atendem a Grande Vitória, o Santa Maria e o Jucu, é crítica.

“A vazão do Santa Maria está em 3,5 mil litros por segundo, o que representa 10% da média histórica para período. O Jucu está com 6,4 mil litros,  o equivalente a 14% da média. São os níveis mais baixos registrados no verão dos últimos 40 anos e a cada dia que passa piora”, revela.

Róbson acrescenta que problema se estende aos rios Beneventes, Conceição e Jabuti, que abastecem Guarapari, cidade com histórico de problemas de falta d’água e que, neste ano, está ainda pior.

Medidas

Por conta da crise e do risco real de desabastecimento, o governo Estadual anunciou, na tarde desta terça (27), um pacote para disciplinar o uso de água que ainda resta. Elas foram anunciadas através de coletiva à imprensa na sede da AGERH em Vitória.

Uma das mais importantes medidas é a redução do repasse de água às indústrias, especialmente à Vale e Arcelor Mittal que juntas

Róbson Monteiro disse que parte dos quase mil litros por segundo consumidos por Vale e Arcelor terá que ser cortada. Foto: Bruno Lyra
Róbson Monteiro disse que parte dos quase mil litros por segundo consumidos por Vale e Arcelor terá que ser cortada. Foto: Bruno Lyra

consomem cerca de um terço de toda água captada no rio Santa Maria pela Cesan. Mas o governo não detalhou quantidades.

“A lei define que as prioridades num cenário de escassez são a dessedentação humana e animal”, lembra Róbson.

Outra medida é a suspensão por 90 dias, em todo o estado, de novas outorgas para captação de águas de rios, exceto por companhias de saneamento para reforçar o abastecimento à população. Na prática indústrias, produtores rurais, piscicultores, carcinicultores e até empreendimentos turísticos não poderão obter novas autorizações para captar água em córregos, rios e lagoas.

Róbson disse que o governo vai reavaliar as outorgas já existentes para essas atividades e não descarta reduzi-las enquanto durar a crise.

Irrigação, multa e vazamentos

O pacote inclui pedido aos bancos para que não financiem novos projetos de irrigação; exceto aos que substituam sistemas obsoletos visando a economia de água. Sugere adoção de rodízio entre produtores para a irrigação de lavouras.

Também solicita às companhias de saneamento Cesan e Saaes (Serviços Autônomos de Água e  Esgoto) que façam reparos imediatos na rede de distribuição para reduzir perdas por vazamento e furtos.

E chama as prefeituras, em especial as da Grande Vitória, para que criem leis e sistemas de fiscalização visando multar quem lava calçadas, carros e fachadas usando mangueiras.  Ontem (26) o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), anunciou que a cidade pretende adotar a medida.

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