
A causa da morte do adolescente, de apenas 15 anos, que faleceu dentro de um ônibus do Transcol em bairro da Serra, pode ter sido as agressões que ele sofreu antes de entrar no coletivo. O jovem foi espancado por populares na região do Civit I.
De acordo com informações apuradas pelo Jornal Tempo Novo junto a uma graduada fonte policial, as agressões contra o adolescente aconteceram após ele, supostamente, ter tentado realizar roubos em alguns bairros da região do Civit I. Mas vale ressaltar que o caso ainda está sendo investigado e não há confirmações destas acusações.
Conforme informado anteriormente, após sofrer o espancamento, o jovem – que iria completar 16 anos em julho deste ano – ficou cheio de ferimentos, principalmente na cabeça, onde foi mais acertado.
Ele embarcou no coletivo que fazia a linha 825 (Terminal de Laranjeiras x Nova Carapina I e II), na altura do bairro Maringá e, segundo testemunhas, o jovem já estava sangrando.
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O menino se sentou em um dos assentos, afirmou estar passando mal, pediu água e disse que queria voltar para casa. Assim que percebeu a situação, o condutor do ônibus parou o coletivo e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com a chegada da equipe médica foi constatado o óbito do adolescente, que apresentava uma lesão na região da cabeça.
A Polícia Militar também foi acionada e, por meio de nota, confirmou a morte do adolescente. Segundo a assessoria da PM, os militares se dirigiram até o bairro Nova Carapina II para verificar a informação de que um adolescente tinha ido a óbito dentro de um ônibus do Sistema Transcol.
Já a Polícia Civil recolheu o corpo e segue investigando o caso. A família do adolescente, muito abalada, esteve no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, para liberar o corpo. Em conversa com a imprensa, a avó do jovem afirmou que ele era um menino muito calmo.
“É o único netinho que eu tenho… Ele veio morar comigo porque ele não gostava de ficar com o pai. Eu achei estranho porque ele saiu de casa andando, conversando. Ele era calmo, tranquilo, na dele. Só gostava de ficar no telefone. Ele não pegava nem R$ 1 na minha bolsa”, disse aos jornais.