Ação conjunta impede tentativa de invasão em área de preservação na Serra

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O incêndio começou na noite da quinta (23). Foto: Divulgação

O fogo colocado na noite de ontem (23) na região da Praia da Baleia, em frente a Feu Rosa foi uma tentativa de ocupação de uma área de preservação ambiental, segundo a Prefeitura da Serra.

O líder comunitário da Praia da Baleia, Bruno Puppim, procurou o Tempo Novo para denunciar a situação que segundo ele incomodou os moradores dos condomínios Praças Reserva e Sauípe e adjacências.

“Um absurdo o que aconteceu nesta quinta-feira (23). Moradores de uma área de invasão do bairro Feu Rosa, criminosamente colocaram fogo na área de reserva ambiental, que inclusive é refúgio de animais silvestres e que pertence ao condomínio Praças Reserva”, denuncia o líder.

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Diante do ocorrido, foi realizada nesta sexta (24) uma ação conjunta das equipes de Fiscalização de Posturas, Meio Ambiente e Guarda Civil Municipal, com apoio do Corpo de Bombeiros impedindo a ocupação da área de preservação ambiental no bairro.

Segundo a prefeitura, após receber denúncias de incêndio criminoso no local, as equipes realizaram vistoria e constataram que o terreno estava sendo preparado para uma invasão. Restos de árvores e arbustos foram retirados. Os responsáveis pelo crime se evadiram do lugar, não permitindo assim a autuação.

Contudo, durante a fiscalização houve o flagrante de um caminhão que pretendia descartar entulho na área de preservação ambiental. A ação foi impedida e o responsável autuado.

O fogo em questão começou no final da tarde da quinta-feira (23) e varou a noite. A fumaça invadiu apartamentos e causou danos a pessoas que sofrem com problemas respiratórios.

O Corpo de Bombeiros também esteve no local e disse que uma guarnição deslocou-se até o local e, ao chegar, foi constatada a presença de focos de incêndio em vegetação não nativa na área. Os bombeiros entraram em ação, e puderam controlar e cessar as chamas em aproximadamente 30 minutos. Após as chamas cessarem, percorreram por todo o perímetro atingido para confirmar se não havia risco de reignição.

Vale lembrar que provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental, assim como atear fogo em terrenos baldios e até mesmo colocar fogo para ‘limpar lixo’.

 

 

 

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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