
Movidas pelo desafio e pela fé, duas ciclistas da Serra foram pedalando até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, cidade do interior de São Paulo. Elas percorreram mais de 800 quilômetros até chegar ao destino final. No total, foram 839 quilômetros percorridos em seis dias de viagem, com as companheiras de duas rodas, Nanica e Taruira.
Rosane Pereira, mora em Jardim Limoeiro e Rogéria Quintão, em Chácara Parreiral e conversaram com o Tempo Novo para contar como foi essa aventura de devoção rumo ao santuário da padroeira do Brasil. Esta é a segunda vez que as amigas vão até o Santuário de bike, a primeira aconteceu em 2017.
O cicloturismo das serranas ocorreu no feriado de Corpus Christi e de acordo com Rogéria a saída se deu no dia 16 de junho e a chega em 21 de junho.
No primeiro dia, as ciclistas pedalaram 177km, da Serra à Barra do Itabapoana; no segundo, 97km, de Barra do Itabapoana a Campos do Goytacazes; no terceiro, 114km, de Campos do Goytacazes a Itaocara.
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No quarto dia, Rosane e Rogéria, montaram em Taruíra e Nanica, respectivamente e pedalaram 114km de Itaocara-RJ a Sapucaia; no quinto, 157km, de Sapucaia a Volta Redonda e no sexto e último dia, 150km de Volta Redonda a Aparecida do Norte.
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“Além de ser um desafio pessoal, nessa viagem de bike, fui agradecer pela saúde de três pessoas amigas, que estão passando por uma fase delicada, e também agradecer por minha, nossa vida. Depois desses dois anos de pandemia, estar aqui viva, pedalando, só gratidão”, disse Rogéria.
Rogéria vai completar 58 anos no próximo dia 06 e disse que o objetivo também foi pedir interseção divina para a sociedade de maneira geral. “Esse pedal foi para agradecer e invocar a Nossa Senhora Aparecida que interceda por toda a população nesses tempos difíceis. Graças a Deus tivemos a graça de chegar ao Santuário após 6 dias de aventuras. É algo indescritível. Emocionante!”, disse a ciclista.
Devota de Nossa Senhora Aparecida, Rogéria conta que durante a pandemia, muitos problemas foram enfrentados. “Podemos dizer que somos vitoriosas. Claro, muitos não tiveram a mesma sorte que nós, infelizmente. A Rosane teve Covid e precisou ser internada. Ficou muito mal. Mas Deus lhe deu a chance de se recuperar. O pedal foi primordial a sua recuperação. É uma benção estar de volta aos pedais. Graças a Deus”, agradeceu Rogéria.
Rogéria também disse que invocou muito a Deus e a Nossa Senhora por seu irmão Giovani, que também teve Covid e precisou de UTI por 11 dias. “Ficou péssimo. Mas Deus também lhe deu a graça de viver. Minha mãe esteve muito doente, novamente invoquei a Nossa Senhora e Deus. Hoje com 83 anos, com saúde, está entre nós. Foram muitas graças alcançadas”.
Já Rosane, que tem 46 anos, falou com o Tempo Novo que a viagem foi mais que um pedal. “Essa aventura até a Aparecida foi especial e por isso a escolha do local. Era uma missão a cumprir. Com muito gosto e desempenho, cumprimos. Foi uma benção”.
Para aguentar o regaço dos mais de 800 quilômetros, as amigas pedalam muito com as companheiras de todas as horas as bicicletas Nanica de Rogéria e Taruíra, que pertence a Rosane, que é a responsável, inclusive por traçar todas as rotas.
“A gente costuma brincar dizendo que ela faz o rascunho e a gente manda bala. Kkkk”, brincou Rogéria.
Em outubro de 2021, Rosane e Rogério pedalaram da Serra à Minas Gerais, no Capitólio.
“Tem que ter coragem e amar o que se faz. A gente ve muitas maravilhas, mas passamos por situações também difíceis. Tem que ter cabeça fria. Eu e Rosane temos algo em comum. Somos bem adultas e respeitamos as opiniões. Isso faz com que o pedal seja mais divertido. A gente sonha e Deus realiza”.








































































