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Vidigal anuncia volta da castração em até 60 dias e Departamento de Bem Estar Animal na Serra

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

O anúncio foi feito durante reunião realizada na Prefeitura da Serra que contou com a presença de Maria da Glória Cunha, da Adada e também do vice-prefeito Thiago Carreiro. Foto: Divulgação

O prefeito Sergio Vidigal anunciou na tarde da última terça-feira (20) que a Serra terá um Departamento de Bem Estar Animal e que o município irá iniciar o credenciamento de clinicas veterinárias para dar continuidade ao programa de castração em massa na cidade. Na reunião, estiveram presentes também o vice-prefeito, Thiago Carreiro, o secretário de Meio Ambiente da Serra, Cláudio Denicoli e a presidente da Adada (Associação dos Amigos do Animais), Maria da Glória Cunha.

“Vamos criar nosso departamento de bem estar animal inclusive fazer o atendimento desde a esterilização até outras ações importante que possam garantir o bem estar desse animal. Estamos reafirmando nosso compromisso já está em fase de termo de referência, de licitação, e a expectativa nossa é que no mais tardar em até 60 dias estaremos fazendo credenciamento da clinicas para podermos atender essa população animal que está instalada no município da Serra”, disse o prefeito via rede social.

O prefeito disse também que foi decidido que a Secretaria de Meio Ambiente vai credenciar as clínicas para atender os animais, principalmente na parte de castração.

O TEMPO NOVO  ouviu o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (CMPDA), Rubens Francisco dos Santos, informou que o Conselho está ativo, estruturado, fazendo reuniões periódicas para que o projeto de castração volte a funcionar em breve e de forma contínua.  “O projeto está todo pronto, e foi muito bem elaborado, para procurar atender a população de forma eficiente. Já enviamos ao CRMV para ser aprovado”, comentou o presidente.

Rubens também disse que o CMPDA, teve sua diretoria formada em maio de 2021, tendo como pauta principal a castração e o tratamento de esporotricose que é supervisionado pela Vigilância Ambiental em Saúde da Serra. “Temos atendidos muitos animais, temos muitos curados e estamos aqui fazendo um bom trabalho para a atender os moradores da Serra”.

Já a presidente da Adada, Maria da Glória Cunha, que também é conselheira do CMPDA  disse que a reunião foi proveitosa e que agora o programa permanente de castração de cães e gatos irá para apreciação médico veterinária do Conselho de Medicina Veterinária do ES e que espera que as castrações comecem a ser feitas até setembro deste ano.

“Essa foi uma promessa de campanha do prefeito e agora tem que realizar e vamos cobrar. A gente precisa acelerar e que seja iniciado o mais rápido possível que é um desejo da causa animal. Hoje nós tivemos a palavra e apoio do Dr. Sergio e do vice-prefeito Thiago que essa ação vai acontecer. O programa será permanente, ou seja, se entra outra administração, ele será continuado e isso é muito bom. As pessoas que poderão castrar animais são prioritariamente aquelas carentes, de bairros mais pobres e pessoas que tenham mais de 10 animais. O programa está perfeito e redondo, será avaliado pelo Conselho de Medicina Veterinária e se tiver necessidade de acrescentar mais alguma coisa, mexemos e liberamos”, disse Glória.

Glória também cobrou a divulgação das ações do Conselho nas redes sociais da Prefeitura, além do cadastro de abrigos de animais presentes na Serra.

Na Serra, são cerca de 80 mil animais, entre cães e gatos. Destes, cerca de 16 mil vivem nas ruas da cidade. Este cálculo é feito de acordo com métricas da Organização Mundial de Saúde (OMS), e para conhecer o tamanho da população de cães de uma determinada cidade, estima, em países emergentes, a proporção média de cão/ser humano de 1:7 a 1:10 (WHO, 1990). Assim, com base nos dados do IBGE que estimou, em 2019, uma população de 517.510 habitantes para a Serra, calcula-se que naquele ano, havia 73.930 animais. Esses dados estão em consonância com a quantidade de animais vacinados na campanha antirrábica de 2018, que atingiu 59.293 cães e 9.459 gatos, totalizando 68.886 animais. Nestes dados, não estão inclusos animais que vacinaram em clínicas veterinárias.

Tratamento de esporotricose de graça na Serra

Proprietários de animais que vivem em áreas tropicais, como é o caso do Espírito Santo, precisam ficar atentos. Isto porque, um fungo tem aparecido em alguns bairros da Serra. Trata-se do Sporothrix brasiliensis, principal causador da esporotricose no país e encontrado em abundância em troncos de árvores e no solo.

Por isso os donos devem redobrar a atenção. A esporotricose é conhecida também como doença dos jardineiros, já que este tipo de profissional mexe muito com a terra. A Prefeitura da Serra oferece o tratamento/medicação para animais infectados, inclusive o exame que identifica o fundo.

O fungo costuma atacar especialmente os gatos que tem acesso a rua para dar passeios ao ar livre. E, ao serem infectados durante escapadas de casa, eles mesmos se tornam vetores dessa zoonose para seus tutores e outros animais. Cães também podem ser atingidos, assim como animais silvestres.

O principal sintoma da doença são feridas na pele do bicho, principalmente no focinho, que podem apresentar uma secreção purulenta, além de queda de pelos, falta de apetite e vômitos.

Para conter a doença que é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para humanos, a Secretaria de Saúde da Serra (Sesa) oferece o tratamento para animais que tem dono.

Para ter acesso a medicação que trata o animal o tuto deve entrar em contato com a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS/PMS), por meio do telefone 3281-9288, das 8 às 17 horas, de segunda a sexta-feira, para a realização da triagem. A Sesa Informou ainda que o medicamento será entregue na residência cadastrada, onde serão avaliadas as condições de isolamento do animal e os cuidados de limpeza e higiene.

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento dever ser realizado após a avaliação clínica, com orientação e acompanhamento médico. A duração do tratamento pode variar de três a seis meses, ou mesmo um ano, até a cura do indivíduo. Os antifúngicos utilizados para o tratamento da esporotricose humana são o Itraconazol, o Iodeto de Potássio, a Terbinafina e o Complexo Lipídico de Anfotericina B, para as formas graves, disseminadas.

O Sistema Único de Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, oferece gratuitamente para humanos, o Itraconazol e o Complexo Lipídico de Anfotericina B para o tratamento da Esporotricose humana.

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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