# Vídeo | Contarato e Moro se enfrentam e trocam acusações em sessão nervosa do Senado

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- Published: 2023-03-30T19:33:40-03:00
- Author: Gabriel Almeida

> Vídeo | Contarato e Moro se enfrentam e trocam acusações em sessão nervosa do 
> Senado nesta quarta-feira (29): [pic.twitter.com/7V6QcHvx6v](https://t.co/7V6QcHvx6v)
> — Jornal Tempo Novo – Serra/ES (@portaltemponovo) [March 30, 2023](https://twitter.com/portaltemponovo/status/1641568096275271682?ref_src=twsrc%5Etfw)

Durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, nesta
quarta-feira (29/3), os senadores Fabiano Contarato (PT-ES) e Sergio Moro (União-
SP) tiveram uma acalorada discussão. O embate ocorreu durante o debate de um projeto
de lei que busca proibir a contratação de pessoas condenadas por crimes hediondos
pela Administração Pública.

Contarato, um delegado da Polícia Civil de carreira, relembrou o caso da prisão 
do ex-presidente Lula e afirmou que Moro “não atuou como um juiz” e o chamou de “
pior chaga”, referindo-se à sua atuação durante a Operação Lava Jato. Contarato 
questionou o “valor” de Moro e fez referência à prisão de Lula, que passou “580 
dias preso ilegalmente”. Segundo o senador, Moro usou de suas funções para levantar
o sigilo de Dilma Rousseff e atuou politicamente para interferir nas eleições de
2018, a fim de impedir que Lula participasse do pleito.

“Ele violou o contraditório e a ampla defesa. Ele violou o que é mais sagrado dentro
do processo penal. Os fins não justificam os meios. Não agiu como um juiz. Não satisfeito,
Moro integrou o Ministério da Justiça do governo que ele ajudou a eleger e saiu 
denunciando interferência na Polícia Federal. Na esfera privada, Moro passou a advogar
para uma empresa que foi o principal alvo da operação. Devemos preservar um dos 
principais bens jurídicos, que é a liberdade”, disse Contarato. “Foi reconhecido
que o senhor foi suspeito. Isso é o pior”, acrescentou.

Moro se defendeu e afirmou que Lula foi condenado por “roubar a Petrobras”, mas 
deixou claro que seu papel como senador não é discutir a Operação Lava Jato. “Fui
eleito para defender pautas, não para debater a Lava Jato. Repudio as palavras ofensivas
do senador Contarato contra mim. Não vou mencionar aqui o roubo de R$6 bilhões da
Petrobras durante o governo do PT, seu partido. Também não vou mencionar que a condenação
do ex-presidente foi feita por três juízes em Porto Alegre e por cinco juízes no
STJ. A anulação posterior foi por questões formais. Ninguém declarou o presidente
inocente”, declarou.

A discussão começou após Moro propor uma emenda ao projeto, sugerindo que os crimes
contra a Administração Pública fossem incluídos na lista de delitos que impedem 
uma pessoa de assumir cargos no poder público.
