# Vereador defende Escola Cívico-Militar na Serra

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- Published: 2025-02-10T18:50:41-03:00
- Author: Mari Nascimento

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O vereador Cabo Rodrigues defende a instituição de escolas Cívico-Militares na Serra.
Foto: Divulgação

Tramita na Câmara da Serra Projeto Indicativo que institui a criação e transformação
de unidades de ensino da rede municipal em Escolas Cívico-Militares. A modalidade
deve atender alunos das séries iniciais. A proposta é de autoria do vereador Cabo
Rodrigues (MDB).

Segundo o documento, as atividades se darão por meio de ações conjuntas ou isoladas
da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, ambos do Espírito Santo, e da Guarda
Civil Municipal, com foco na continuidade à educação regular, bem como a promoção
da cultura da paz, o exercício da cidadania e do patriotismo.

Dentre as atividades propostas no projeto constam aulas de ética, cidadania, civismo
e aplicação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd),
além de melhorar os indicadores de desenvolvimento da educação básica. E também 
diminuir a evasão escolar e o baixo desempenho acadêmico.

Caberá ao Poder Executivo da cidade determinar se militares e bombeiros militares
inseridos nas atividades poderão receber abono, gratificações e outros benefícios.
A seleção destes profissionais ficará a cargo da Prefeitura, e os militares atenderão
aos critérios do calendário escolar da Serra. O projeto prevê ainda que militares
contratados poderão atuar em outros órgãos do município.

**Justificativa:**

Para justificar a iniciativa, o vereador menciona existem mais de cem escolas militarizadas,
lembrando que o diretor civil é afastado para dar lugar a um diretor militar, em
geral um oficial da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros. Mencionou experiências
no Distrito Federal e no Estado de Goiás

“Ordem unida, continência e outras expressões específicas do contexto militar são
aplicadas à rotina escolar. Em todos os casos, o que há de comum é a transposição
de elementos da disciplina e da liturgia militares para o contexto de escolas civis”,
disse o parlamentar.

“Proponho, ainda, uma gestão conjunta com a equipe pedagógica da escola, respeitado
o respectivo projeto político-pedagógico e plano de trabalho específico.
É imperativo
que a gestão cívico-militar seja uma escolha livre da comunidade escolar e tenha
caráter temporário e excepcional. É inadmissível a hipótese de conversão da totalidade
das escolas de ensino regular em escolas cívico-militares permanentes, sobretudo
se feita à revelia da vontade da comunidade escolar”, completou.

**Cabo Porto:**

Na Serra, um dos puxadores da bandeira da escola cívico-militar é o ex-vereador 
Cabo Porto, morto em fevereiro de 2020 num acidente de carro. Ele era um ferrenho
defensor do modelo de gestão.
