Um dia mais do que especial para as ‘mães de coração’

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Jurani Eufrásio (ao centro) é mãe adotiva de Julio e avó de Ezequiel, e também tem duas filhas biológicas. Foto: Joatan Alves
Jurani Eufrásio (ao centro) é mãe adotiva de Julio e avó de Ezequiel, e também tem duas filhas biológicas. Foto: Joatan Alves

Clarice Poltronieri

Domingo é dia de reunir as famílias para comemorar o dia das Mães. E para aquelas mulheres que escolheram ser ‘mães do coração’, a data é ainda mais especial. Quem adotou uma criança, tendo ou não filhos biológicos, conta o que sente ao comemorar essa data.
Vanuzia Miguel da Silva Scarpate, de André Carlone, 38 anos, por ser diabética, temia encarar uma gravidez de alto risco, e optou com seu marido pela adoção há 10 anos.

“Queria engravidar, mesmo com o risco, mas logo conheci o Miguel, recém-nascido, e o adotamos quando estava com três meses. Cuidamos dele, que estava muito fraco, com muito amor. O dia das Mães é muito especial, pois fui privilegiada com a vinda dele, que é um presente pra gente. O amor por uma criança adotada transcende, é diferente, divino. Quando o peguei no colo e senti o cheiro dele, o amor aconteceu”, conta.

E apesar da data ser marcada pela reunião em família, a cada ano ela tem uma surpresa, pois Miguel é autista. “É um dia que passamos em família: vamos à igreja e nos reunimos com todos, mas a cada ano ele tem um avanço e sinto um prazer imenso em estarmos juntos. Na escola, fico emocionada nas apresentações. Temos uma criança com amor, que nos transforma a cada dia e desafio superado, nosso amor só cresce. Nem lembramos que ele é adotado”, confessa.

Jurani Eufrásio, de Jardim Limoeiro, 55 anos, é uma ‘mãe do coração’ de três filhos, além das duas biológicas. Os adotivos sempre foram acolhidos por ela já maiores o que não tornou seu amor menor.

“Tenho duas filhas biológicas e três adotivos – duas mulheres e um homem. No dia das Mães, quando eles não estão comigo, sempre dão um jeito de se lembrar de mim com flores ou presentes. Este ano estaremos juntos, trabalhando no restaurante. Um dos meus filhos, o Júlio, veio para cá aos 12 anos e me ajudava no restaurante. Cresceu junto com minhas filhas, que são mais novas. Depois ele foi viver sua vida, mas sempre estava comigo. Hoje, com 40, é casado e mora no meu prédio. E ainda adotei meu neto Ezequiel, filho dele, hoje com 16 anos, que vive comigo há três”, relata.

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