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quarta-feira, 27 de Maio de 2020

Transcol pode parar de novo se motorista não receber itens de proteção contra Covid-19

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Ônibus passa em frente ao Hospital Jayme Santos em Morada de Laranjeiras, principal referência no tratamento à covid-19 no ES. Foto: Arquivo TN/Fábio Barcelos

Motoristas e cobradores do Transcol podem parar de novo a qualquer momento caso as empresas do sistema não forneçam máscaras, álcool gel e luvas para proteção à pandemia da Covid-19.

É o que disse na tarde desta quarta-feira (08)o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários), José Carlos Sales. Uma paralisação do Transcol por falta dos equipamentos de proteção individual já tinha ocorrido no início da manhã  de hoje, entre às 04h e 07h e afetou principalmente as linhas que atendem o município da Serra.

Segundo Sales, desde o início da pandemia já tinha sido acordado entre os trabalhadores, empresas do sistema e o governo do Estado, medidas para evitar contaminação no sistema Transcol. Dentre elas desinfecção dos ônibus a cada viagem, afastamento de funcionários com mais de 60 anos ou com comorbidades e a cessão, por parte das empresas, de álcool gel, luvas e máscaras para motoristas e cobradores.

Mas o presidente disse que as empresas não vem cumprindo os três últimos itens. “O Sindirodoviários entrou com ação na Justiça, que a partir de domingo (05)  deu prazo de cinco dias para que as empresas comprovem que estão fornecendo EPI´s”, afirma.

Sales acrescenta que os trabalhadores do Transcol fazem serviço essencial neste momento e além de ficarem expostos, podem ser também vetores de  disseminação do coronavírus. “Se uma pessoa tosse ou espirra no ônibus, o vírus vai espalhar. Muitas linhas passam em rota de  hospitais, PA’s, onde tem cada vez mais gente doente procurando ou saindo de atendimento. E  não tem nada que proteja o trabalhador nos ônibus”, acrescenta.

Empresas prometem fornecer álcool gel a funcionários

Em nota o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória – GVBus – prometeu fornecer álcool gel aos motoristas e trocadores. Mas não falou de luvas e máscaras. Disse ainda que vem cumprindo outras medidas acordadas junto aos funcionários, aos órgãos de saúde e que foi surpreendida pela paralização na manhã de hoje.  Confira a íntegra da nota.

Sobre a paralisação de hoje cedo, que durou de 04h às 07h, feita pelo Sindirodoviários nas empresas sediadas no município da Serra e em Vitória, informamos que as operadoras foram surpreendidas pela ação dos trabalhadores, visto que já estava agendada para hoje à tarde uma reunião com a categoria para tratar, entre outros assuntos, das questões relacionadas ao novo coronavírus,

Destacamos ainda que, desde o início das tratativas do governo com relação ao combate à Covid-19, os consórcios estão seguindo as orientações da Secretaria de Estado da Saúde, inclusive com o afastamento dos profissionais que estão no grupo de risco das funções dentro dos coletivos. Além disso, as empresas têm orientado seus colaboradores sobre os cuidados a serem tomados, têm fornecido sabonete líquido para higienização nas salas dos rodoviários nos terminais de integração e, ainda, estão mantendo a limpeza e a higienização no interior dos coletivos com maior frequência e com o uso de água sanitária.

Sobre o álcool em gel, informamos também que as operadoras já negociavam a compra do produto para distribuição aos quase 8.000 funcionários ligados às empresas associadas ao GVBus desde o início, e que, embora estivéssemos com dificuldades para encontrar o produto no mercado, hoje pela manhã efetivamos a compra e iríamos comunicar a aquisição ao sindicato dos trabalhadores durante a reunião de logo mais. Frisamos que desde o início estamos pautados pelo diálogo para encontrar a melhor solução para todas as partes envolvidas.    

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