Tilápia leva dez mil à Juara todo mês

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A gastronomia e a beleza cênica da lagoa viraram oportunidade para os produtores de tilápia apostarem no turismo. Foto: Edson Reis
A gastronomia e a beleza cênica da lagoa viraram oportunidade para os produtores de tilápia apostarem no turismo. Foto: Edson Reis

Clarice Poltronieri

Na contramão da decadência que atingiu o turismo nas praias de Jacaraípe nos últimos anos, a orla da Lagoa Juara vem atraindo cada vez mais turistas. Através da união dos piscicultores de tilápia, a área da lagoa se tornou um atrativo de contemplação e gastronomia, com restaurante, pedalinho, área de lazer e peixaria.

O local hoje gera 33 empregos diretos e 9 indiretos e recebe entre 9 e 10 mil visitantes por mês, uma média de 2,5 mil por semana.

A produção mensal de tilápia é em torno de 6,8 a 7 toneladas por mês e 65 a 75 toneladas por ano, segundo o presidente da Associação de Pescadores da Lagoa do Juara, Cedmar Dias de Oliveira.

No início, havia apenas produção de tilápia, agora a Juara é um ponto de encontro das famílias. “Com o tempo vimos a necessidade de ter um atrativo para as pessoas virem ao local comprar o peixe. Foi quando o projeto evoluiu e hoje temos uma peixaria e um restaurante no local, além de pedalinho e outros atrativos para as famílias”, conta.

O restaurante é da Associação de Pescadores da Lagoa do Juara e serve salgados, porções e refeições que variam entre R$3 a R$250, funcionando de terça a domingo, das 7h às 17h, horário que também funciona a peixaria que, além da tilápia produzida no local, revende peixes e frutos do mar aos visitantes.

Os nove empregos indiretos são de ambulantes que ficam no local nos finais de semana com pula-pula, venda de chup-chup natural, milk-shakes, água de coco e outros. Um pedalinho particular também é atração e ajuda a trazer visitantes.

O restaurante da lagoa do Juara faz parte do Projeto Peixe Vivo, que foi idealizado em 2000 pela união dos pescadores, mas que saiu do papel em 2003.

Começou com cerca de 50 piscicultores e chegou a ter apenas 10, mas hoje conta com 23 criadores que, além da produção, trabalham no restaurante e peixaria. O Projeto iniciou com apoio da Prefeitura da Serra e do Banco do Brasil, mas há mais de cinco anos não faz mais uso de financiamento público.

 

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