Terça tem novo protesto contra cortes de Bolsonaro na educação

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Terça tem novo protesto contra cortes de Bolsonaro na educação
Manifestação realizada em maio contra cortes na Educação e também contra a reforma da Previdência. Foto: Arquivo TN

Na próxima terça-feira (13), estão marcadas novas manifestações em todo o Brasil contra cortes de verbas na educação que estão sendo feitos pelo governo Bolsonaro. No ES, o ato deve acontecer na capital Vitória e deve contar com a participação de estudantes e professores que atuam na Serra.

De acordo com organizadores, a concentração está prevista para as 16h em frente ao Teatro Universitário, na Ufes. Antes disso, às 9h30, professores e outros trabalhadores da educação farão assembleias nos municípios para acompanhar os atos pelo país.

Na Serra, a assembleia dos professores em apoio ao ato nacional será na Câmara de Vereadores. No entanto, até à tarde da última quinta-feira (8), não havia indicação da suspensão das aulas nas redes municipal e estadual no dia 13.

Segundo o diretor de comunicação do sindicato dos professores (Sindiupes), Paulo Loureiro, cada escola vai definir se libera os alunos mais cedo e manda representantes para a assembleia na Câmara de Vereadores. Ele explicou os motivos da mobilização.

“Contra corte de verbas e reforma da previdência. Os cortes podem prejudicar a infraestrutura das escolas estaduais e municipais e comprometer até o pagamento de professores”, enfatiza Paulo.

Vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (Une) no ES, Laís Lima, diz que estudantes de todos os campi do Ifes – incluindo os alunos da Serra – devem participar do ato no dia 13.

Já a presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes, Beatriz Moreira, disse que “a ideia é de uma grande mobilização dos estudantes”. O movimento é organizado pela Une, União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e pelos sindicatos de trabalhadores das instituições de ensino.

O governo federal determinou o contingenciamento de R$5,7 bilhões para o Ministério da Educação (Mec) e as medidas afetaram repasses de apoio à educação de tempo integral, construção de creches, alfabetização e ensino técnico, segundo informações obtidas pelo jornal Folha de São Paulo, por meio de dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento da União (Siop) e da Lei de Acesso à Informação.

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