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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Setor minero-siderúrgico gera 15% do PIB do ES, diz Findes

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Setor de mineração tem importância central no desempenho econômico do ES (Foto: Agência Vale)

Com a produção em declínio após o fechamento da Samarco e a paralisação de diversas lavras da Vale após o rompimento da Barragem de Brumadinho (MG), o setor minero-siderúrgico tem importância central no desempenho da economia capixaba e da Serra.

Segunda a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o setor capitaneado pelas gigantes Vale e ArcelorMittal Tubarão responde por cerca de 15% do PIB, quase metade das exportações estaduais e por mais de 15 mil empregos diretos, além de ter uma grande cadeia de fornecedores.

E apesar da redução de cerca de 30% no fluxo de minério de ferro da Vale que passa por Tubarão, a Findes diz que as operações da empresa estão normais por aqui.  “Até o momento, as operações da Vale em Tubarão estão normalizadas e a prioridade seria atender o mercado nacional, o que para nós é muito importante”, segundo a nota divulgada pela entidade na última quarta-feira (17).

Destacou, no entanto, que “esse é um tema (a redução da produção) que requer nossa atenção, dada a relevância dessas atividades para o Espírito Santo”.

A ArcelorMittal, principal cliente da Vale, já demonstrou preocupação em ter a produção afetada por falta de fornecimento de matéria-prima ao declarar que espera que a mineradora priorize seus parceiros locais. Mas vem ressaltando nas últimas semanas que o fornecimento de minério de ferro em pelotas da Vale à sua planta de aço em Tubarão não foi afetado. 

Mesmo com a afirmação da Findes e da Arcelor de que as atividades da Vale estão normais no estado, a produção industrial capixaba retraiu 9,7% em relação ao mês de janeiro e 11,7% comparado a fevereiro de 2018, segundo pesquisa do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

E o IBGE aponta que a queda da produção em fevereiro foi impulsionada negativamente pela indústria extrativa (segmento de minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e óleos brutos de petróleo), com queda de 21%; seguida pela fabricação de celulose, papel e produtos do papel (14,7%) e na metalurgia (4,5%), setor este também ligado à cadeia produtiva do minério. Segundo análise do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), uma consequência da redução das atividades da Vale.

Entre fevereiro e março, duas siderúrgicas situadas em solo capixaba que dependem do fornecimento da Vale – CBF, em João Neiva, e Santa Bárbara, em Cariacica – chegaram a ter as atividades paralisadas por falta de minério.

Brucutu volta, mas produção segue prejudicada

Na última terça (16), a Vale conseguiu na justiça retomar as atividades da barragem Laranjeiras, no complexo de Brucutu, cuja produção anual tem o volume de cerca de 30 milhões de toneladas, segundo nota da Vale publicada em seu site.

Com a decisão, a empresa pode retomar integralmente as atividades na maior mina de minério do estado de Minas Gerais até sexta (19). O minério de Brucutu flui pelo porto de Tubarão e ajuda a abastecer a pelotização da Vale no Espírito Santo.

Apesar da retomada da mina, a empresa mantém a perspectiva de queda na produção anual de minério de ferro em 2019, destacando que também sofreu impacto por conta de fortes chuvas em São Luís do Maranhão que prejudicaram o embarque no terminal de Ponta Madeira e o transporte ferroviário na EFC e, por consequência, o sistema norte.

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