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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Moradores da Serra denunciam condomínio por colocar placas ofensivas direcionadas a donos de cães

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Várias placas como esta foram espalhadas pela calçada e muro da rua Vitória. Foto: Divulgação

“Os cães deixam no chão o que os donos tem na cabeça”. Foi com frases como está em cartazes e placas espalhados pela calçada e muro de uma rua em Jardim Limoeiro que moradores do bairro estão tendo que conviver desde a última semana. Os dizeres têm revoltado donos de cães e até mesmo quem não os possui.

A situação acontece na rua do condomínio Parque dos Pinhos III, fica na rua Vitória e além desta placa, outras também foram instaladas. Segundo donos de animais que moram na região as placas e cartazes foram instaladas pelo síndico do Parque dos Pinhos III. O temor da maioria das pessoas que passeiam com seus animais a situação vá além das palavras de ofensas. Na região existem outros condomínios como o Parque dos Pinhos I e II, Vila da Serra, Vila Florata e Vila da Costa.

“Tem muitos animais abandonados que ficam nesta rua. Tenho medo que além de ficarem assediando moralmente quem passeia com seus cães, coloque veneno para matar os cães que ali vivem”, conta uma moradora que não quis se identificar.

São mais de 15 placas e cartazes afixados em muros e na calçada. “Sorria!! Você e seu cão estão sendo filmados, e aparecerão no Facebook do bairro e também no quadro: Sem Noção da Rede Gazeta”, diz outro cartaz instalado.

“Não seja um cara de cocô, mantenha a calçada limpa”, diz outra plaquinha. “Concordo que as pessoas devem catar os dejetos de seus animais, mas já que é para chamar a atenção das pessoas coloque uma placa com dizeres como ‘por favor, mantenha a calçada limpa, cate o cocô do seu cachorro’, agora vir dizer que as pessoas tem cocô na cabeça é demais. É agressão!”, conta outra morador que também não será identificado.

Quem passar pelo local vai ver ainda outros cartazes como ‘a rua é pública e não privada’ e em outros ‘passagem de: idosos, crianças trabalhadores estudantes. Respeite’ e ‘Sem noção! A calçada não é banheiro do seu cão’.

No vídeo a mulher que gravou as imagens mostra o passeio pela calçada com um de seus cães e mostra também ela catando o cocô da cadela. “Filmei tudo, porque eu acho uma ofensa, tratar as pessoas de bem com esse tipo de palavreado. A rua é pública e temos o direito tanto quanto outra pessoa de utilizar. Concordo que devemos catar, e eu cato, agora agredir os outros não é o caminho, não é o papel de uma pessoa que conduz um condomínio. O síndico esta achando que é dono do mundo, ele manda dentro do condomínio dele, fora não”, declara a mulher.

Foto enviada pelo síndico Alonso que mostra dejetos na calçada do Parque dos Pinhos III. Foto: Divulgação

O TEMPO NOVO procurou o síndico do Parque dos Pinhos III, identificado apenas como Alonso que disse não ele quem instalou as placas. “O que sei é que na rua Vitória tem vários problemas com moradores da região, que levam seus cachorros a fazerem suas necessidades na calçada, que destinada a chegada ao condomínio Parque dos Pinhos 3. Os moradores do condomínio Parque dos Pinhos 3 que utilizam a calçada, sofrem com essa situação, visto a quantidade de fezes”, disse Alonso.

O síndico citou ainda a lei nº 2.228, de 08 de novembro de 1999 que dispõe sobre a prevenção e o controle das zoonozes e endemias, bem como o controle e proteção de animais na Serra. A lei diz em seu artigo 16 diz que: “é de responsabilidade dos proprietários a manutenção dos animais em perfeitas condições de alojamento, alimentação, saúde e bem-estar, bem como, as providências pertinentes á remoção dos dejetos por ele deixados nas vias e logradouros públicos”.

A advogada Cristiane Puppim aconselha que as pessoas que estão se sentindo ofendidas e constrangidas procurem a administração do condomínio para oficiar uma reclamação. “Que façam uma solicitação formal na administração do condomínio pedindo a retirada das placas pois estão se sentindo constrangidas e ofendidas com a situação. Apesar de terem animais, fazem sua parte, e elas não podem responder por quem não faz. E que o síndico tome providência com quem realmente não faz sua parte. O síndico não pode continuar com esta postura. Ele não ofende ninguém diretamente, ofende quem está lendo. Não vejo motivos para processos, mas o direito de ação é livre”.

Confira vídeo feito por moradora:

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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