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terça-feira, 13 abril - 2021
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Sem inseticida, casos de dengue crescem 2.070% na Serra

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há seis anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Mesmo com um crescimento expressivo nos casos confirmados de dengue na Serra e em outros municípios capixabas, o Governo Federal ainda não enviou para os estados brasileiros o inseticida malathion, usado para combater o mosquito transmissor da doença através de pulverização com bombas costais.

Para o TEMPO NOVO, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) confirmou que fez a solicitação de reposição do malathion, mas o pedido foi ignorado e, desde abril, não houve abastecimento de estoque. O Ministério da Saúde é quem encaminha o inseticida para os estados, e os governos estaduais, são responsáveis por distribuir o produto para os municípios.

Enquanto isso, os casos de dengue na cidade não param de crescer. Para se ter uma ideia, já foram mais de 16 mil pessoas infectadas pela dengue em 2019, sendo que sete desses casos evoluíram para óbito. Segundo informações da Sesa, o aumento dos casos neste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, é de quase 2.070%. Em 2019, já foram 16.070, enquanto que no ano passado foram 740.

Para diminuir os danos causados no combate a dengue, a Prefeitura da Serra afirma que intensificou as ações de controle da doença por meio de mutirões de limpeza, colocação de larvicidas, telagem de caixas d’água, visitas domiciliares, monitoramento semanal de armadilhas, visitas a pontos estratégicos (ferros-velhos, floriculturas, borracharias) e ações educativas junto à população.

Vale destacar que esse inseticida não é utilizado nos carros fumacês. É usado apenas no UBV, que é bloqueio feito com bombas costais. Esse veneno é essencial, pois mata o Aedes. “O combate ao mosquito continua com a circulação do carro fumacê, pois esta ação utiliza outro tipo de inseticida e este nunca esteve em falta”, disse a Prefeitura da Serra, em nota. Assim como na Serra, o problema também acontece em diversas cidades e estados brasileiros.

O que diz o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou uma nota no final de maio, na qual diz que está trabalhando na tentativa de minimizar os problemas causados pela falta do inseticida. Segundo a nota, devido ao desabastecimento, que atingiu vários estados, houve a tentativa de empréstimo do inseticida com outros países da América do Sul, mas não havia disponibilidade do produto. O Ministério ainda não tem uma previsão para solucionar o problema.

“Dessa forma, devido o desabastecimento, reforça-se a necessidade da intensificação das ações de rotina visando diminuir a transmissão de casos, com a realização de visita casa a casa, resgate de imóveis pendentes, mobilização da população e mutirões de limpeza. As ações de controle vetorial devem ser planejadas para serem executadas de forma permanente, promovendo a articulação sistemática com todos os setores do município”, disse na nota.

O TEMPO NOVO entrou em contato novamente com o ministério, mas não obteve retorno. Caso a demanda seja respondida, será publicada neste espaço.

O que diz o Governo do Estado

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou a falta do inseticida Malathion para a reportagem e disse que alertou os municípios capixabas, inclusive a Serra, sobre o desabastecimento. “Imediatamente, a Vigilância Estadual notificou os municípios sobre o desabastecimento e orientou sobre a intensificação de outras ações de combate ao vetor que vão além do controle químico”, disse, por meio de nota.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há seis anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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