# Saiba quais supermercados vendiam carne estragada e alimentos mofados na Serra

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- Published: 2025-05-06T16:27:41-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Uma operação da Polícia Civil e do Procon-ES flagrou [dois supermercados da Serra vendendo 287 quilos de carnes estragadas e 323 alimentos vencidos](https://www.portaltemponovo.com.br/supermercados-da-serra-vendiam-287-quilos-de-carne-estragada-e-alimentos-mofados/)
e com mofo. A ação foi realizada nesta segunda-feira (5), e um dos estabelecimentos
identificados é o Assaí Atacadista, localizado às margens da BR-101. O segundo supermercado
envolvido é o Atacadão, em Colina de Laranjeiras.

Além disso, os fiscais encontraram 188 itens com peso inferior ao indicado nas embalagens,
caracterizando fraude contra o consumidor. Todos os produtos irregulares foram apreendidos
e retirados de circulação.

## O que diz o supermercado da Serra envolvido?

![Asssaí Atacadista Serra ](https://www.portaltemponovo.com.br/wp-content/uploads/
2025/05/pao-mofado-assai-atacadista-1024x576.jpeg)

Pacotes de pães de forma vencidos e com mofo. Crédito: Divulgação

O Jornal **[Tempo ](http://instagram.com/jornaltemponovo)**[**Novo** ](https://www.portaltemponovo.com.br/)
entrou em contato com o Assaí Atacadista. Após a publicação da matéria, recebeu 
nota:

“A Cia (Assaí Atacadista) lamenta o episódio, que não condiz com os padrões de qualidade,
segurança e controle adotados em sua operação. Imediatamente após a inspeção, uma
força tarefa técnica foi designada para ir até a loja, avaliar e reforçar os processos
de segurança dos alimentos da unidade. Todos os itens irregulares na inspeção foram
imediatamente descartados. Além disso, o time foi reorientado para evitar que situações
como essa se repitam”. 

Já o Atacadão, identificado apenas após a publicação deste texto, também enviou 
nota:

“A rede lamenta o ocorrido e informa que todos os produtos fora da conformidade 
foram imediatamente descartados. Esclarece, ainda, que as equipes recebem treinamentos
constantes sobre os protocolos de segurança alimentar e que as orientações foram
reforçadas para evitar reincidências”.

## O que foi encontrado na operação contra os supermercados

**Imagens gravadas durante a fiscalização mostram:**

 * Pacotes de pães de forma vencidos e com mofo
 * Carnes fora do prazo de validade sendo apreendidas

## Fiscalização foi motivada por denúncias contra supermercados

A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (
Decon), com apoio do Instituto de Pesos e Medidas do Espírito Santo (Ipem-ES) e 
do Procon. O [objetivo é coibir a venda de alimentos impróprios e garantir a saúde e os direitos dos consumidores](https://www.portaltemponovo.com.br/supermercados-da-serra-vendiam-287-quilos-de-carne-estragada-e-alimentos-mofados/).

De acordo com o delegado Eduardo Passamani, em um dos açougues vistoriados praticamente
toda a mercadoria estava fora do prazo de validade. “A carne tinha aparência de 
velha, e as etiquetas de validade estavam visíveis, com data expirada. Há indícios
de que deixaram a carne à venda mesmo sabendo que estava fora do prazo. O que vendesse,
venderia”, afirmou.

A principal suspeita é que tenha havido negligência por parte da administração dos
supermercados. Os produtos vencidos foram recolhidos para descarte, e parte das 
amostras será submetida à perícia técnica. A partir do resultado, a Polícia Civil
abrirá um inquérito para apurar a responsabilidade criminal dos gestores.

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) também detectou sete itens com peso menor 
do que o informado nas embalagens, incluindo biscoitos, farinha láctea, bebida láctea
e torradas de marcas conhecidas. O fiscal Luiz Felipe Lambone ressaltou que esse
tipo de prática configura fraude ao consumidor. “Ele paga por 100 gramas e leva 
90. E isso tem sido recorrente entre grandes marcas”, disse. Esses produtos também
passarão por perícia, e os fabricantes podem enfrentar ações na Justiça.

O Procon autuou os supermercados e ordenou o descarte das mercadorias impróprias.
Segundo o diretor do órgão, Fabrizio Pancotto, as irregularidades iam de carnes 
vencidas a pães visivelmente contaminados.

“Os produtos foram expostos mesmo com validade expirada. A carne, por exemplo, estava
vencida no dia 2 de maio, mas ainda era vendida. Isso é grave porque pode causar
intoxicação alimentar, intoxicação bacteriana e uma série de problemas para saúde
da população”, afirmou.

As punições previstas para esse tipo de violação incluem multas que podem variar
entre R$ 900 e R$ 14 milhões, conforme a gravidade do caso e os prejuízos ao consumidor.
Caso fique comprovado dolo ou omissão grave, os responsáveis também poderão responder
criminalmente, com penas que vão de dois a cinco anos de prisão.

Por enquanto, os supermercados seguem abertos, e as empresas terão o prazo legal
para apresentar defesa. A Polícia Civil ainda não descarta a possibilidade de apurar
eventuais responsabilidades do fabricante do pão com mofo, já que apenas essa marca
apresentou problemas, mesmo estando armazenada sob as mesmas condições dos demais
produtos.

As autoridades reforçam a necessidade de denúncias por parte da população. “Essa
ação só aconteceu devido ao volume de relatos dos consumidores. São eles que direcionam
a fiscalização”, disse Passamani.
