# Rose de Freitas é citada como beneficiária de esquema de Eduardo Cunha

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- Published: 2017-10-17T10:09:26-02:00
- Author: Ana Paula Bonelli

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Rose de Freitas que é do PMDB foi eleita para o cargo de senadora em 2014 . Foto:
Agência Senado

A senadora Rose de Freitas (PMDB), que é tida como pré-candidata a disputa ao Governo
do Estado na eleição do ano que vem, teve seu nome citado pelo operador financeiro
Lúcio Funaro. Em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) Funaro afirmou 
que Rose estaria na lista de parlamentares que supostamente teriam negociado propina
com o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB) entre 2010 e 2016.

Os vídeos com a delação de Funaro foram divulgados no site da Câmara Federal. Lúcio
Funaro era uma das pessoas mais próximas à Eduardo Cunha. O delator afirmou que 
o ex-deputado era uma espécie de “um banco de corrupção de políticos”.

Rose foi citada em dois momentos, o primeiro trata-se de propina ou acomodações 
em funções estratégicas a partir da influência de Cunha, mas Funaro não esclarece
quais benefícios específicos Rose supostamente teria ganhado a partir de Cunha. 
Na segunda citação, Funaro fala sobre a destinação de recursos administrados por
Cunha, seria um fundo de R$ 30 milhões, destinado a campanhas eleitorais em 2014,
e relaciona Rose como suposta beneficiária de parte deste fundo, mas não detalha
os valores.

Além da senadora capixaba, mais 27 pessoas também tiveram seus nomes relacionados
por Funaro ao esquema de corrupção de Cunha, incluindo os ministros Eliseu Padilha
e Moreira Franco.

“Todos esses deputados narrados aqui tiveram negócios com Eduardo Cunha e receberam
propina dele. Ou receberam propina do deputado Eduardo Cunha ou receberam relatorias,
CPI’s, cargos dentro da Casa, que permitiram a eles auferir renda”, disse Funaro.

O delator Lúcio Funaro segue narrando aos procuradores da PGR a forma como os citados
supostamente teriam recebido vantagens indevidas a partir das negociatas com Cunha.“
Eles podem ter recebido dinheiro do FI-FGTS (Fundo de Investimentos do FGTS), da
presidência de Furnas, da diretoria internacional da Petrobras, das propostas de
medidas provisórias ou projetos de leis, de distribuição pela influência política
de Cunha de relatorias ou comissões de CPI’s”.

No segundo momento, o delator Lúcio Funaro relata como funcionava um “fundo de R
$ 30 milhões” administrado por Cunha. Segundo Funaro, a senadora capixaba seria 
umas das beneficiadas com estes recursos. O delator explica que este fundo seria
para ajudar em campanhas eleitorais de parlamentares no ano de 2014, estes parlamentares
eram tidos como “estratégicos” para os planos políticos de Eduardo Cunha.

Ao citar alguns nomes de beneficiados com o fundo, Funaro afirma: “Ele (Cunha) deve
ter dado alguma ajuda para a campanha de Rose de Freitas no Senado”. Porém o delator
não fala sobre valores específicos. Sobre a origem destes R$ 30 milhões, Funaro 
explica que R$ 10 milhões seriam diretamente de sua responsabilidade e os outros
R$ 20 milhões seriam provenientes da JBS.

**O outro lado**

A assessoria de imprensa da senadora emitiu nota. Veja na íntegra:

A senadora foi eleita para o Senado em 2014, assumindo o mandato em 2015. Por óbvio,
não votou para a Mesa da Câmara em 2015. Portanto, não teve influência na eleição
do deputado Eduardo Cunha à presidência da Câmara.

A frase usada pelo delator ao se referir à senadora (“ele deve ter dado alguma ajuda
para a campanha”), além de carecer de qualquer indicativo de prova, revela uma afirmação
vaga, inconsistente e frágil.

 Além disso, em nenhum momento o delator indica valores ou eventual contrapartida.
Simplesmente porque não existiram.

 Por fim, a senadora reitera que não recebeu qualquer tipo de “ajuda” nem teve “
negócios” com o ex-deputado.
