# Rodrigo Caldeira está a um pé de deixar o partido de Audifax para se filiar no PDT de Vidigal

- Link: https://www.portaltemponovo.com.br/rodrigo-caldeira-esta-a-um-pe-de-deixar-o-partido-de-audifax-para-se-filiar-no-pdt-de-vidigal/
- Published: 2020-03-30T18:58:16-03:00
- Author: Gabriel Almeida

![](https://www.portaltemponovo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/rodrigo-caldeira.
jpg "rodrigo caldeira")

Caldeira é o presidente da Câmara da Serra. Foto: Gabriel Almeida

O presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira está próximo de fazer uma curva
de 180° e se filiar no PDT, do deputado federal, Sérgio Vidigal. Atualmente Caldeira
está no partido Rede, que é liderado pelo prefeito Audifax Barcelos. As especulações
já tomaram conta dos bastidores políticos nessa reta final do prazo para filiações
partidárias visando a eleição desse ano.

Desde 2019, quando Caldeira liderou uma manobra de vereadores oposicionistas que
queriam cassar o mandato de Audifax, o presidente da Câmara e a Rede passaram a 
não falar a mesma língua. Desde então, Caldeira vem procurando uma sigla partidária
para se abrigar.

Na ocasião, um grupo de vereadores sob o controle de Caldeira abriu várias frentes
de investigação contra o prefeito – posteriormente barradas pela Justiça. Como reação,
Audifax convocou uma coletiva de imprensa no dia 4 de abril, do qual acusou o presidente
da Câmara de querer derrubá-lo por motivações espúrias. Acusações também rebatidas
por Caldeira.

A situação foi se agravando ao ponto da Câmara travar os projetos do Executivo com
a finalidade de ‘estrangular’ a gestão de Audifax. Entretanto, em julho foi selado
uma trégua entre líderes da oposição e o prefeito. Desde então, foi estabelecida
uma relação de diálogo entre Executivo e Legislativo, embora, politicamente Caldeira
e Audifax não falassem a mesma língua.

Agora, com o prazo se encerrando para as filiações partidárias – 4 de abril, Caldeira
estreita o diálogo com o PDT, para entrar oficialmente no time de Vidigal e ser 
candidato a reeleição na Câmara da Serra. De acordo com informações confirmadas 
no meio político, já teriam sido feitas reuniões para ajustar a filiação de Caldeira
e o caminho estaria bem pavimentado.

Caso ocorra, apesar e não ser necessariamente uma surpresa, é simbolicamente um 
fato político muito forte, dado o tamanho da crise que Caldeira desencadeou contra
Audifax durante o ano passado.

O mais curioso é que recentemente o PDT expulsou três vereadores de mandato (Fábio
Duarte, Geraldinho PC e Nacib Haddad) com o objetivo de limpar a chapa de vereadores
e atrair com mais facilidade nomes com potencial de votos para eleição proporcional.

Com Caldeira na chapa, uma vaga já é dada como certa para o presidente da Câmara.
Além disso, fortes especulações dão conta da possibilidade do filho de Vidigal, 
Dudu Vidigal vir como candidato à vereador pelo PDT.

Nas contas mais otimistas, o partido deverá eleger até três candidatos. O bastidor
político comenta que com Caldeira e Dudu na chapa, as chances dos demais 33 candidatos
se resumiriam à terceira vaga. Isso, caso o partido atinja coeficiente eleitoral
para três cadeiras, fato que ainda gera dúvidas diante de uma eleição radicalmente
imprevisível, assim como foi em 2018.

Mesmo que interlocutores de Vidigal eventualmente neguem que Dudu será candidato,
os demais pré-candidatos a vereadores relembram do histórico de Vidigal em privilegiar
familiares. Haja vista em 2018 quando Vidigal colocou na disputa de deputado estadual,
a esposa, Sueli Vidigal. Fato que gerou um racha velado entre ele e um de seus aliados,
o vereador Ailton Rodrigues (PSC), que esperava apoio do ex-prefeito na eleição 
e ficou isolado na disputa.

Vidigal segue em ritmo de campanha, e fez muita política nesse intervalo de março-
abril, que é o período de mudanças partidárias. Ele é tido como candidato a prefeito
sob qualquer circunstância, e desde o início do ano já vem fazendo reuniões e caminhadas
em bairros. A alta quilometragem política dá a Vidigal a dianteira em pesquisas 
eleitorais feitas internamente por partidos. Entretanto, também gera forte rejeição,
o que tem estimulado e ‘tirado o medo’ de outros pré-candidatos que identificaram
no eleitorado da Serra um desejo de mudanças.

É certo que Vidigal se prepara para a eleição, e seu adversário é Audifax – mesmo
que esse não esteja diretamente na disputa. Ter Caldeira ao seu lado, significaria
influência direta em um dos poderes municipais, que ordena R$ 35 milhões de orçamento
público e tem poder de nomear centenas de cargos comissionados; além de deter influência
na vida administrativa da cidade. O jogo vai se afunilando e Caldeira com Vidigal,
tem muito a ver.
