27 C
Serra
quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Rejeitos da Vale na praia de Camburi serão descartados em Cariacica

Leia também

Emprego: empresas abrem 156 vagas com preferência para moradores da Serra nesta quinta

É morador da Serra e está procurando uma oportunidade de trabalho? Então fique atento para as chances que foram...

Bairro da região rural da Serra é o único do município com um caso de Covid-19

A Serra tem 19.386 casos confirmados da Covid-19 até a tarde desta quarta (28) e 538 óbitos em decorrência...

Jornal Tempo Novo vai divulgar pesquisa ENQUET para prefeito da Serra

Na manhã dessa quinta-feira (29), o jornal TEMPO NOVO, em parceira com a Enquet, publicará pesquisa de intenção de...
Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal.

Trecho de Camburi conhecido como ‘Praia de Ferro’. Ao fundo, instalações da Vale em Tubarão. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra/21-10-17

Os 20,3 mil metros cúbicos de minério de ferro misturados a areia salgada que a Vale vai retirar a partir de outubro da Praia de Camburi irão para Cariacica e não para a Serra, como havia sido aventado em 2017.  Mas as caçambas com os poluentes vão passar por avenidas e rodovias localizadas em território serrano.

A informação foi confirmada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), pelo Ministério Público Estadual (MPES) e pela própria Vale, que em 2017 assinou Termo de Compromisso Ambiental (TCA) para a recuperação da porção norte da Praia de Camburi, suja por minério de ferro despejado pelo Complexo Industrial de Tubarão. No trecho Camburi tem tanto minério na areia que recebeu o apelido de ‘Praia de Ferro’.

O material será jogado no aterro da Marca Ambiental, localizado às margens da Rodovia do Contorno em Cariacica.  O aterro está na zona de drenagem (bacia hidrográfica) do rio Santa Maria, que além de abastecer a região metropolitana ajuda a formar os manguezais do Lameirão entre Cariacica, Serra e a capital capixaba ao lançar suas águas na baía de Vitória.

A possibilidade dos rejeitos virem para a Serra foi levantada em 2018 pelo então subsecretário de Meio Ambiente do município, Ronaldo Freire. Na época Ronaldo falou que uma pedreira desativada aos pés do Mestre Álvaro seria o destino. Na ocasião este aterro estava sob o controle da Marca Ambiental que havia obtido licença do Iema para descarte de resíduos inertes, caracterização em que se enquadra a mistura de minério e areia salgada que sairá da praia de Camburi.

Aterro montado numa padreira abandonada aos pés do Mestre Álvaro em Pitanga: Serra criou lei para proibir o descarte da Vale no local. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra/19-06-19

A notícia gerou reação na Serra. Moradores lideranças de bairros do entorno do aterro, localizado ao lado de Pitanga e Barro Branco, além de ativistas ambientais, se posicionaram contra. Uma lei municipal proibindo o descarte do material na cidade acabou sendo aprovada em junho de 2019.

Cinco viagens diárias e promessa de rua limpa 

O volume que será retirado, 20,3 mil m3, vai ser levado para dentro da área da Vale em Tubarão, onde ficará em estoque provisório.  A quantidade equivale a mais de 1 mil caçambas grandes, capazes de carregar 20 m3.

Do estoque provisório, segundo a empresa, as caçambas sairão pela portaria de Carapina e ganharão a BR 101 até chegar à Marca Ambiental em Cariacica. Segundo a mineradora serão cinco viagens diária para este fim.

A Vale garantiu que irá lonar os caminhões para impedir que o minério e a areia caiam e contaminem as vias durante o transporte.  A empresa não informou as datas em que os veículos devem transitar carregados em Carapina e pela BR 101.  Mas isso deve acontecer entre outubro próximo e abril de 2022, data prevista para conclusão da recuperação do trecho, ação que também envolve várias medidas além da retirada do minério.

Animais, plantas e recuperação da praia e restinga

O Iema e a mineradora informaram que antes da remoção do minério com a areia, haverá resgate de fauna. Na sequência será a vez de retirar as plantas. Só depois sairão os rejeitos. Aí será a vez do solo da praia será recuperado com areia e argila e depois será feita recomposição da restinga com espécies nativas. Castanheiras e pinheiros que atualmente dominam essa porção da praia, sairão. Quando estiver tudo pronto, a área vai virar um parque ambiental.

O MPES, por sua vez, afirmou que a Vale está autorizada a retirar vegetação numa área total de 58 hectares, sendo que no manguezal e restinga da foz do rio Camburi, deverão ser cortadas apenas as espécies exóticas.

Somente o minério que está na praia e no leito do rio Camburi será removido. O poluente da Vale que também se acumulou no fundo do mar, permanecerá onde está. A retirada do minério vai abranger área com cerca de 50 hectares.

Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal.

Mais notícias

Bairro da região rural da Serra é o único do município com um caso de Covid-19

A Serra tem 19.386 casos confirmados da Covid-19 até a tarde desta quarta (28) e 538 óbitos em decorrência de complicações da enfermidade. E...

Jornal Tempo Novo vai divulgar pesquisa ENQUET para prefeito da Serra

Na manhã dessa quinta-feira (29), o jornal TEMPO NOVO, em parceira com a Enquet, publicará pesquisa de intenção de voto para a prefeitura da...

VOCÊ TAMBÉM PODE LER

CONTEÚDO PATROCINADO

error: Não copie! Compartilhe o conteúdo!