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Projeto social leva balé clássico a crianças carentes

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há seis anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Meninas realizam sonho de fazer balé no projeto “Dança Para Todos”. (Foto: Fábio Barcelos)

Para muitas meninas e meninos, aprender balé parece algo impossível de se realizar. Ainda mais no Brasil, onde esse tipo de dança alcança, em sua maioria, jovens de classes mais abastadas. Mas um projeto em José de Anchieta II, na Serra, quer começar a mudar a coreografia dessa realidade.

É o projeto “Dança para Todos”, cujas aulas acontecem na Escola DanÇart. O trabalho foi iniciado há um mês num dos bairros mais carentes do município. A iniciativa partiu da professora de balé clássico Deborah de Freitas Correia, de 31 anos. A ideia surgiu após seu retorno da Europa, onde estudou na Espanha e estagiou em Portugal.

“Na Europa, as escolas de formação de dança são culturais, ou seja, são gratuitas, públicas, como a Fafi, onde me formei no Brasil. Então, vim com esse desejo no coração de abrir uma escola com um preço mais acessível, porque o balé clássico é caro, não é para todos, infelizmente”, relata Deborah.

Para concretizar a ideia, a professora teve que recorrer ao apoio de familiares. As aulas custam R$35,00 mensais, como forma de ajudar a manter o projeto, mas a matrícula é gratuita. “É um valor muito barato e ofereço todos os níveis de formação, pois eu queria ofertar o curso a um preço mais acessível”, salienta a professora.

A preocupação de Deborah não é em vão. Segundo ela, tem alunas que não possuem o traje para fazer as aulas. “Elas vêm com as roupas que têm em casa. Por serem de uma comunidade carente, a condição financeira é pouca”, explica. Em um mês de funcionamento, já são 20 meninas matriculadas.

Quem faz o projeto tem direito a um certificado de formação em todos os níveis do balé clássico (dez ao todo). “Se as alunas fizerem todos os níveis, podem até dar aulas”, diz Deborah, que também garante que para o balé não têm limite de faixa etária. “Atendemos crianças a partir dos três anos. É para quem quiser, porque não existe idade para a dança”.

No final do ano, como parte da formação de nível do balé, acontece um recital na DanÇart, com direito a apresentação especial das alunas. “Também pretendemos fazer uma apresentação em público, talvez numa escola”, planeja Deborah.

O projeto de dança atende a 20 crianças e funciona na Escola DanÇart, em José de Anchieta II. (Foto: Fábio Barcelos)

E o sonho da professora de dança não para por aqui. Se depender de Deborah, outros bairros vão conhecer seu trabalho social. “Quero muito expandir o projeto, abrir em outras regiões, mas preciso de recursos”, vislumbra.

Com uma filha de sete anos no projeto, a moradora Andressa Alves do Amaral diz que a dança só trouxe benefícios. “Desde que entrou nas aulas, ela se sente mais estimulada, porque o balé a ensina a ser alguém na vida. Também trouxe muita disciplina. Hoje ela tem mais foco para os estudos. E tudo isso por um valor que cabe no bolso”, conta Andressa.

A Escola DanÇart funciona de segunda à sexta, das 09h às 11h, e à tarde, das 15h às 18h, em José de Anchieta II. As matrículas são gratuitas. 

Mais informações: (27) 98801-7659 ou (27) 98861-1110.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há seis anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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