# Preocupação é frear contaminação e ajudar os mais pobres, diz Audifax

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- Published: 2020-03-20T10:16:15-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Audifax disse que a economia deverá sofrer impactos que vão refletir negativamente
na receita da Prefeitura da Serra. Foto: Divulgação / Prefeitura da Serra

Liderando o combate ao coronavírus na Serra, o prefeito Audifax Barcelos (Rede) 
prepara o município para atender os possíveis casos que chegarão à cidade. De acordo
com ele, as Upas e as unidades de saúde estão funcionando normalmente e já foram
tomadas medidas para proteger os servidores responsáveis pelos primeiros atendimentos
e evitar que os locais se tornem vetores de transmissão.

Além disso, várias medidas foram tomadas, como suspensão das aulas, redução do quadro
de servidores internos, paralisação de obras, entre outros. O prefeito também estima
os impactos financeiros oriundos da paralisação da atividade econômica em decorrência
do isolamento social, uma medida necessária para mitigar o contágio do vírus.

De acordo com Audifax, a Prefeitura terá que tomar medidas como suspensão de concursos
e revisão de reajustes que estão sendo negociados. Além disso, ele não descarta 
usar o futuro Hospital Materno Infantil como uma espécie de centro de tratamento
para pacientes infectados pelo Covid-19, caso for necessário.

**Quais foram as primeiras medidas administrativas para começar a lidar com essa
situação de crise sanitária mundial?**

Eu criei, na semana retrasada, um comitê contra a crise do coronavírus. Esse comitê
se reúne todas as tardes para avaliarmos o que está sendo feito no estado, as nossas
ações internas,os números da contaminação. Então, todas as tardes eu lidero essa
reunião para fazer as avaliações. Até o dia de hoje, foi essa a orientação dada.

**Quais medidas estão sendo tomadas para atender os pacientes com suspeita e confirmação
de coronavírus na Serra?**

Primeiro, precisamos garantir a proteção dos nossos servidores. Eu orientei a limpeza
e higienização com equipamentos especializados, utilizando álcool e com toda proteção.
Precisamos estar com os nossos funcionários bem para atender à população. A gente
estima que os mais afetados devam ser aqueles da parcela de menor renda. Então,não
podemos fechar os serviços; ao contrário,precisaremos potencializá-los.

**E qual será a estratégia adotada pelo Município?**

Estaremos seguindo as orientações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial
de Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde. Tive uma reunião com o governador,a
quem solicitei algumas questões. Estaremos com o Hospital Jayme Santos Neves preparado
para atender à população. É lá onde será feito o tratamento dos doentes.  Também
estou correndo para que possamos ter outros espaços para atender a população que
vai chegar. Na Serra, não tem nenhum caso confirmado, é importante dizer isso (até
dia 19 de março, às 8h da manhã).

**Em relação às escolas, quais medidas foram dotadas?**

Como prevenção, nós cancelamos as aulas desde terça-feira (dia 17). A partir de 
segunda-feira (dia 23), vamos oferecera todas as famílias carentes da cidade cestas
básicas para ajudar nesse momento de dificuldades. As pessoas podem procurar o Cras
de Laranjeiras para conseguir a cesta básica. Tenho duas preocupações imediatas:
1 – evitar a contaminação– e, por isso, suspendemos as aulas;2 – evitar que as pessoas
passem necessidades extremas. Torço para que isso não aconteça, mas se chegarmos
ao ponto de fechar supermercados ou caso falte algum tipo de alimento,precisamos
estar preparados e pensando sempre na população mais pobre.

**A respeito de outros serviços,como o Sine,e demais prédios públicos, a exemplo
do Pró-Cidadão, qual é a orientação?**

Orientei que os secretários de cada pasta agissem com sabedoria, prudência e cautela
no sentido de fazer uma escala para os seus respectivos servidores. Porque não precisa
estar todo mundo lá. Então, internamente,a intenção é funcionar de forma bem reduzida.
Ainda não é o caso de fechar os prédios públicos e limitar os serviços para a população–
digo isso hoje (dia 19, quinta-feira); mas pode até ser que amanhã mude. As coisas
acontecem numa velocidade impressionante. Nossa expectativa é de que vai ter um 
número menor de pessoas procurando os serviços, mas queremos mantê-los funcionando,
especialmente aqueles serviços à população com renda menor.

**As obras foram paralisadas? Deve atrasar o calendário previsto?**

O importante, neste momento, não são as obras. Iríamos entregar hoje, dia de São
José, a restauração de Queimado. Então, com todo respeito à área cultural, estamos
focados no coronavírus neste momento. A única obra que vamos continuar tocando é
o hospital Infantil. Tive uma reunião ontem com empreiteiros e, se não faltar ônibus,
as obras vão ser tocadas normalmente, até porque não sabemos o que vai acontecer
daqui a três, quatro, cinco meses. E se, de repente,precisarmos desse hospital para
atender os pacientes do coronavírus? O mais importante é a vida das pessoas. As 
obras podem esperar um pouco mais.

**Existe alguma conversa com o governador Renato Casagrande para um possível uso
do Hospital Materno Infantil em caso de emergência?**

Nossa previsão para a entrega do hospital era maio e junho. Essa era a nossa meta.
Eu não sei. Nós vamos ter uma nova conversa com o governador, porque essa é uma 
obra importante para toda a população, independentemente dessa questão do coronavírus.

**Já existe estimativa de impacto na economia da Serra em decorrência da paralisação
das atividades?**

O impacto vai acontecer concretamente. Estamos muito preocupados com isso, porque
as informações que nós temos não são boas. Ontem,recebi ligações das grandes empresas
da cidade; elas vão estar com redução de suas atividades. Então, isso vai impactar
muito a nossa arrecadação, somado com a queda do ISS e outras quedas mais que nós
vamos ter.

**Ainda é cedo para falar em números?**

É sim, até porque ainda não temos clareza da extensão dessa pandemia. O governador
já sinalizou para uma queda brusca no ICMS e nos royalties. E se somarmos essas 
duas receitas, chegamos a quase 40% da receita total do município. Então, qualquer
queda que as essas duas receitas apresentem, dará um impacto grande nos recursos
arrecadados. Tínhamos feito uma estimativa de novos convênios, já foram cancelados;
isso vai trazer um impacto grande. É por isso que, no decreto que baixei,suspendemos
o concurso. Tinham algumas revisões de determinadas categorias. Peço até perdão 
a elas, porque estavam bem encaminhadas, mas vamos ter que adiar, não posso fazer
mais.

**Alguma mensagem para a população nesse momento de desafios e incertezas?**

Precisamos manter a calma. Não vamos ficar de braços cruzados. Vamos trabalhar muito
para passarmos por esse momento, e não podemos perder a fé em Deus; ao contrário,
precisamos orar muito. Temos que lutar para sairmos desse momento muito ruim mais
fortes, mais unidos emails tementes a Deus.

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Cestas básicas 

Para ter acesso a cesta básica conforme anunciado nesta entrevista pelo prefeito
Audifax – as famílias atendidas nos Centros de Referência de Assistência Social (
Cras) devem agendar previamente o atendimento por telefone. O agendamento será na
terça-feira (24), das 8h às 20h, pelos telefones 99799-6553 ou (27) 3338-2916. O
atendimento no Cras de Laranjeiras será para concessão de benefícios eventuais de
quem foi agendado a partir da próxima quarta-feira (25).
