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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Pouco tempo depois de construir, prefeitura destrói faixa de pedestre elevada na Serra

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Segundo moradores, passarela havia sido construída pela Prefeitura da Serra, que voltou lá e destruiu a estrutura. Foto: Leitor TN

Após destruir uma estrutura construída pelo próprio Município, a Prefeitura da Serra se envolveu em uma polêmica com a comunidade de Castelândia, na região de Jacaraípe. Trata-se de uma faixa elevada para pedestres e ciclistas que, segundo populares, havia sido feita na Avenida Talma Rodrigues Ribeiro há pouco mais de um mês, mas foi desfeita por uma equipe da Serra nesta semana. Por conta disso, os moradores ficaram revoltados com a situação e acusaram a administração municipal de “gastar dinheiro à toa”.

De acordo com o morador da Serra, Roberson Rodrigues, os populares da região foram surpreendidos com uma equipe da prefeitura na última terça-feira (14), que enviou máquinas para ‘quebrar’ a faixa elevada que havia sido feita. Ele questiona o motivo do serviço ter sido desfeito tão rápido. “Pelo que sei, essa obra foi concluída e liberada há pouco mais de um mês. Mas ontem, me deparei com a via interditada e com máquinas quebrando o serviço que tinha sido entregue”, afirmou à reportagem.

Roberson ainda acusa o Município por “falta de respeito” com o dinheiro da população. “Falta planejamento, profissionais qualificados, respeito com o dinheiro público, e principalmente, falta vergonha na cara (sic)”, disse. O morador também fez uma publicação na sua rede social, onde expôs toda sua indignação.

Segundo outro morador da cidade, Saulo Alves, que costuma passar pela Talma Rodrigues, essa faixa era em formato de passarela como forma de ligação da nova ciclovia que vem sendo construída na avenida. “A própria prefeitura destruiu a estrutura construída há poucos meses. Isso aconteceu logo depois do Terminal de Jacaraípe. Vejo falta de planejamento que encarece a obra e desperdiça o dinheiro público. Dinheiro nosso”, reclama.

Nas redes sociais, moradores afirmaram ainda que a faixa foi construída com um altura desproporcional. “O nome daquilo ali deveria ser quebra carros. Pois a maioria passava arrastando por lá e com muita dificuldade. Projeto mal feito e dinheiro jogado no lixo”, disse um internauta.

Vale destacar que estão sendo gastos aproximadamente R$ 7 milhões para reformar 7,5 quilômetros de extensão da via e da ciclovia na Avenida Talma Rodrigues Ribeiro. Além disso, a avenida contará com calçada cidadã, sinalização horizontal, paisagismo e iluminação com luminárias em LED. Ainda não se sabe se a faixa de pedestre elevada faz parte desse pacote de obras do convênio entre a Prefeitura da Serra e o Governo do Estado.

O TEMPO NOVO vem tentando, desde a terça-feira (14), confirmar com a Prefeitura da Serra sobre a demolição da estrutura, mas até a finalização deste texto, não obteve retorno. O Município também foi questionado sobre os motivos para ter desfeito a estrutura. Caso a demanda seja respondida, esse texto será atualizado com o posicionamento.

Polêmica com asfalto de “péssima qualidade”

As obras ainda estão acontecendo. Foto: Divulgação

Outra polêmica envolvendo o local também tomou conta das redes sociais nas últimas semanas. É sobre a qualidade do asfalto utilizado na ciclovia construída pela Prefeitura da Serra na Talma Rodrigues. Acontece que moradores da cidade vêm questionando o material aplicado pelo Município, que segundo eles é “de péssima qualidade” e “não durará muito tempo”. Apesar disso, a gestão de Audifax Barcelos (Rede) rebate as acusações, que classifica como inverdades, e aponta para mais segurança aos ciclistas.

De acordo com internautas do TEMPO NOVO, o asfalto aplicado na ciclovia tem um aspecto poroso e solta facilmente. Ainda segundo eles, o produto aparenta não ter qualidade e já se encontra com diversos buracos pequenos.

Quem conversou com a reportagem foi a moradora da Serra, Bárbara Lopes. Ela costuma utilizar a Talma Rodrigues para passeios ciclísticos e reclama da obra feita pela prefeitura. “É uma vergonha que com R$ 7 milhões eles façam uma ciclovia daquele jeito. A qualidade do asfalto é horrível, parece coisa barata e que vai sumir com alguns meses de uso. A sensação que fica é que a prefeitura quer empurrar uma porcaria (sic) daquelas para os ciclistas, que já sofrem e muito na cidade”, destacou.

Na publicação da matéria em 6 de outubro, a reportagem procurou a Prefeitura da Serra para levar as reclamações dos populares ouvidos. Segundo o Município, a informação de que o asfalto é de péssima qualidade e de que existem buracos na ciclovia não procede. Ainda segundo a prefeitura, na obra da Av. Talma Rodrigues Ribeiro está sendo feito um asfalto com tratamento duplo, que apresenta a característica de aspecto poroso.

“Essa porosidade torna o asfalto mais seguro ao trânsito dos ciclistas, pois o asfalto liso é muito escorregadio. Além disso, é o tipo de asfalto que oferece melhor custo-benefício para passeios e ciclovias”, destacou o Município na nota.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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