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Serra, 7 de dezembro de 2018 às 8:59

Pobreza cresce no ES e Serra tem 1/5 vivendo com menos de R$ 140 por mês 


Família em barraca esperando aluguel social após desocupação de terreno no bairro Novo Horizonte em agosto deste ano. Foto: Arquivo TN/Gabriel Almeida

O número de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza aumentou no Espírito Santo. Entre 2016 e 2017, mais 38,1 mil pessoas ingressaram na faixa dos que vivem com renda familiar per capta (por pessoa) inferior a U$ 1,90 por dia, ou seja, menos de R$ 140 por mês, em valores de 2017. Os números são do estudo Síntese de Indicadores Sociais – SIS do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo não revela dados sobre os municípios. Na Serra, em entrevista concedida ao Tempo Novo em outubro de 2017, a Secretária de Assistência Social, Eucimara Rangel, informou que na cidade 100 mil pessoas viviam com menos de R$ 170 por mês, ou seja, um quinto da população da cidade. Deste grupo, 32 mil moradores viviam com menos ainda: R$ 85 mensais.  

Já o estudo do IBGE publicado esta semana, revela que 26,5% da população estavam abaixo da linha da pobreza em 2017. No ano anterior, este número estava na marca dos 25,7%. No estudo o Instituto usa a referência do Banco Mundial para a classificação, que considera rendimento diário per capta inferior a U$$ 5,50 (cerca de R$ 406 mensais em valores de 2011) define a linha de pobreza.

Neste quesito, houve ligeira melhora no ES durante o período analisado. Ano passado 21,7% da população capixaba – cerca de 870,38 mil pessoas –  viviam na linha da pobreza. Ao passo que em 2016, esse número era de 896,75 mil habitantes (22,6% da população). Porém, no Brasil houve aumento do número de pessoas nessa condição entre 2016 e 2017, de 25,7% para 26,5% do total de brasileiros.

O estudo mostra ainda que para eliminar a pobreza do país seria necessário um investimento de R$ 10,2 bilhões por mês na economia nacional.

O Banco Mundial já publica há anos a incidência da pobreza monetária nos países a partir da linha global de US$ 1,90 – sugerida para países de baixa renda, como parte dos países da África e países marcados por conflitos recentes como Afeganistão, Haiti e Síria – mas adicionou a partir de 2017 outras duas opções às suas publicações, US$ 3,20 e US$ 5,50, construídas para dar conta das diferenças em níveis de desenvolvimento em países com renda média-baixa e média-alta, respectivamente.

O Brasil é classificado entre os países com renda média-alta, para os quais o Banco sugere a linha de US$ 5,50 para classificar as pessoas na pobreza.  




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