# Pioneira no Civit, Fibrasa amplia fábrica na Serra com investimento de R$ 75 milhões

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- Published: 2024-11-25T14:14:45-03:00
- Author: Yuri Scardini

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Os irmãos Sérgio e Leonardo de Castro, junto ao governador Renato Casagrande e ao
prefeito Sergio Vidigal. Crédito: Samuel Chahoud.

Pioneira na instalação do Civit ainda na década de 1970, a Fibrasa deu mais um importante
passo em sua trajetória como uma das indústrias mais relevantes da Serra e do Espírito
Santo. Na manhã desta segunda-feira (25), a empresa inaugurou a ampliação e modernização
de sua planta produtiva em um evento realizado na sede da companhia, que contou 
com a presença de lideranças políticas e empresariais do estado.

O nome mais lembrado durante a cerimônia foi o de Sérgio Rogério de Castro, fundador
da Fibrasa, ex-senador e ex-presidente da Findes e da Ases, [falecido há pouco mais de um ano](https://www.portaltemponovo.com.br/morre-sergio-rogerio-de-castro-um-dos-primeiros-industriais-a-acreditar-e-investir-na-serra/).
Hoje, a empresa é comandada pelos filhos do fundador, Sérgio, Leonardo e Giuliano
de Castro. A Fibrasa é uma das maiores produtoras de embalagens plásticas de polipropileno
do Brasil, empregando mais de mil trabalhadores no Brasil, sendo cerca de 400 na
Serra.

Durante o evento, a coluna conversou com Leonardo de Castro, vice-presidente da 
empresa, que destacou o volume do investimento: R$ 75 milhões. Segundo ele, a expansão
trará um aumento significativo na capacidade de produção da unidade.

“É um investimento que amplia a nossa capacidade nessa unidade em cerca de 60%. 
Estamos trazendo para o Espírito Santo a fabricação de embalagens injetadas, além
das termoformadas, que sempre foram nosso carro-chefe. Esse projeto também visa 
atender de forma mais robusta o mercado capixaba, especialmente nos setores de laticínios,
tintas, água, alimentos e bebidas, que estão crescendo no estado.”

Além da planta na Serra, a Fibrasa conta com outra unidade no estado de Pernambuco.
Com as melhorias implementadas, a unidade da Serra se consolida como referência 
nacional em tecnologia e inovação no setor. Entre as novidades está a capacidade
de produzir embalagens mais leves sem comprometer a qualidade dos produtos.

Segundo Leonardo de Castro, a meta para os próximos anos é ambiciosa: alcançar um
faturamento anual de R$ 1 bilhão. Ele também destacou o compromisso com o crescimento
e a geração de empregos na região.

“Estamos muito animados com esse ciclo de crescimento, empregando mais serranos.
Criamos uma infraestrutura que nos permite continuar expandindo. Praticamente dobramos
a área física da Fibrasa aqui no Espírito Santo e criamos condições para incorporar
novos equipamentos à medida que o mercado absorver essa nova capacidade. Nosso espírito
de evolução, presente há 52 anos no município, segue firme”, concluiu.

Assim como o pai, Leonardo de Castro é um defensor ativo da indústria e do desenvolvimento,
com ampla atuação em entidades de destaque no Espírito Santo e no Brasil. Atualmente,
ocupa o cargo de vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e já
presidiu a Federação das Indústrias do Espírito Santo ([Findes](https://findes.com.br/)).
Com mais de 50 anos desde a instalação da Fibrasa na Serra, Leonardo reafirmou a
confiança da empresa no potencial do município para receber investimentos e continuar
crescendo.

“Gostamos muito da Serra, acompanhamos o crescimento e desenvolvimento desse município
e sempre atuamos de forma ativa. É importante registrar que a Fibrasa sempre foi
uma empresa que ultrapassou suas fronteiras. Meu pai fundou a Ases, e tanto eu quanto
meu irmão também presidimos essa instituição. Defendemos o desenvolvimento equilibrado
do município, buscamos gerar oportunidades e contribuir amplamente com ideias e 
sugestões para fazer da Serra uma cidade cada vez melhor. Esse é o nosso espírito”,
resumiu Leonardo.

**Fibrasa e seu fundador no livro “Serra: a história de uma cidade”**

A Fibrasa foi fundada em 1978 pelo industrial Sérgio Rogério de Castro, falecido
em 2023 aos 81 anos. Sérgio também ocupou temporariamente o cargo de senador da 
República. Por décadas, foi um dos empresários mais atuantes na defesa por investimentos
nos polos industriais da Serra. Quando chegou ao Civit I, na década de 1970, o local
não tinha infraestrutura básica, como água encanada, energia elétrica e pavimentação.

Além de ser um dos primeiros investidores a acreditar na Serra como um polo industrial,
Sérgio Rogério fundou a Associação dos Empresários da Serra (Ases), que desempenhou
um papel fundamental na viabilização de projetos que geraram empregos e renda para
a população local.

Sua trajetória, assim como a da Fibrasa, é contada no livro “Serra: a História de
uma Cidade”, que destaca sua contribuição para a industrialização e o crescimento
econômico da Serra. Segundo o empresário, quando chegou ao Espírito Santo, a Serra
era vista com desconfiança pelos investidores. Em tom de brincadeira, Sérgio relatou
que, no banco onde realizava suas operações financeiras, era apelidado de “o doido
do Civit”, devido à descrença de que uma empresa pudesse prosperar em um local que
ele mesmo descreveu como um “lamaçal”.

**Uma vida dedicada ao desenvolvimento do Espírito Santo**

Sérgio Rogério de Castro nasceu em Muriaé (MG), em 9 de agosto de 1942. Presidiu
a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) entre 1989 e 1992, destacando-
se como um dos maiores defensores da industrialização no estado. Além disso, ocupou
o cargo de senador durante quatro meses, entre 2017 e 2018, como suplente de Ricardo
Ferraço.
