# Pico do Super El Niño já tem data confirmada para 2026 e fenômeno será o mais forte dos últimos 150 anos

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- Published: 2026-10-18T15:05:37-03:00
- Author: Gabriel Almeida

O Super El Niño de 2026 está avançando para uma intensidade que pode entrar para
a história da meteorologia. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico já alcançou
níveis excepcionais, enquanto novas projeções internacionais indicam que o fenômeno
poderá superar os maiores episódios registrados nos últimos 150 anos.

A possibilidade de um recorde histórico ganhou força após especialistas identificarem
uma rápida elevação das temperaturas oceânicas. Além disso, mudanças nos ventos 
e na circulação atmosférica mostram que o fenômeno continua se intensificando.

O cenário também preocupa por seus possíveis impactos no Brasil. O El Niño pode 
modificar a distribuição das chuvas, favorecer períodos de calor intenso e aumentar
o risco de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do país.

Agora, os centros internacionais de meteorologia já apontam o mês em que o fenômeno
deverá atingir sua intensidade máxima. As previsões também indicam que seus efeitos
poderão avançar pelos primeiros meses de 2027.

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## **Super El Niño vai atingir seu pico ainda em 2026**

Dezembro de 2026 é o mês apontado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) como
o período mais provável para o pico do Super El Niño. A informação consta na atualização
divulgada pela entidade em 8 de outubro.

De acordo com a organização, a temperatura da superfície do Pacífico equatorial 
poderá apresentar um aquecimento médio de aproximadamente 3,7°C acima do normal 
entre outubro e dezembro.

O índice considera a região conhecida como Niño 3.4, utilizada pelos meteorologistas
para medir a intensidade do fenômeno.

Para entender a dimensão dessa previsão, basta comparar os números com os do El 
Niño de 2015 e 2016, considerado um dos mais intensos da história recente. Naquele
episódio, a anomalia máxima trimestral ficou em aproximadamente 2,6°C, conforme 
os dados apresentados pela OMM.

Portanto, se o aquecimento previsto para o fim de 2026 realmente acontecer, o fenômeno
poderá estabelecer um novo recorde de intensidade.

Entretanto, a organização destaca que dezembro representa uma previsão, e não uma
confirmação definitiva da data do pico. Os cientistas ainda precisam acompanhar 
a evolução das temperaturas para verificar se os valores projetados serão alcançados,
conforme apurado pelo Portal **[Tempo ](https://www.portaltemponovo.com.br)[Novo](https://instagram.com/jornaltemponovo)**.

## **Fenômeno pode ser o mais forte dos últimos 150 anos**

A possibilidade de um Super El Niño histórico também mobiliza pesquisadores que 
estudam o comportamento do clima há décadas.

Em julho de 2026, a revista científica Nature publicou uma reportagem sobre projeções
que colocam o episódio atual na trajetória para se tornar o maior em pelo menos 
150 anos.

As análises consideram a intensidade do aquecimento do Pacífico e sua comparação
com eventos extremos registrados desde o século XIX.

Posteriormente, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos(
NOAA) apresentou novos dados que reforçaram a possibilidade de um recorde.

Segundo a atualização de 8 de outubro, existe uma probabilidade de 83% de o El Niño
atingir, no trimestre de outubro a dezembro, uma intensidade superior à dos maiores
episódios da série histórica utilizada pela agência, iniciada em 1950.

Apesar disso, os meteorologistas ainda não classificaram oficialmente o episódio
de 2026 como o maior dos últimos 150 anos. Essa confirmação dependerá das medições
realizadas até o período de maior aquecimento.

Vale destacar que a expressão “Super El Niño” não corresponde a uma categoria meteorológica
oficial, embora seja amplamente utilizada para descrever eventos de intensidade 
excepcional.

## **Oceano Pacífico registra aquecimento excepcional**

Os dados mais recentes ajudam a explicar por que os especialistas estão acompanhando
o fenômeno com tanta atenção.

Durante setembro, a NOAA identificou uma temperatura aproximadamente 2,1°C acima
da média na região Niño 3.4. Em outras áreas do Pacífico equatorial, o aquecimento
da superfície ultrapassou 4°C em relação aos valores habituais.

No entanto, a elevação das temperaturas não se limita à superfície do oceano.

Os equipamentos de monitoramento também registraram grandes quantidades de calor
nas camadas mais profundas. Em determinados pontos do Pacífico oriental, a diferença
superou 10°C em relação à temperatura normalmente observada na mesma profundidade.

Esse reservatório de água aquecida ajuda a sustentar o desenvolvimento do El Niño.
Ao mesmo tempo, alterações nos ventos podem favorecer a manutenção das condições
necessárias para sua intensificação.

Dessa forma, a combinação entre oceano e atmosfera contribui para um episódio que
poderá permanecer forte durante vários meses.

## **Como o Super El Niño poderá afetar o Brasil?**

O avanço do Super El Niño também exige atenção no território brasileiro, principalmente
durante a primavera de 2026 e o verão de 2027.

Historicamente, o fenômeno provoca efeitos distintos entre as regiões do país. Por
isso, nem todos os estados enfrentam as mesmas condições de chuva e temperatura.

Na Região Sul, por exemplo, o El Niño costuma favorecer volumes elevados de chuva.
Dependendo da atuação de outros sistemas meteorológicos, esse cenário pode aumentar
o risco de temporais, alagamentos, enchentes e deslizamentos.

Por outro lado, áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar redução das precipitações
e períodos prolongados de estiagem. Consequentemente, a falta de chuva pode prejudicar
reservatórios, atividades agrícolas e o abastecimento de água.

O Centro-Oeste também exige atenção diante da possibilidade de temperaturas elevadas,
baixa umidade e agravamento das condições favoráveis aos incêndios florestais.

Já no Sudeste, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo,
o fenômeno pode contribuir para períodos de calor mais intenso e mudanças no comportamento
das chuvas.

No Espírito Santo, os efeitos não dependem exclusivamente do El Niño. A temperatura
do Oceano Atlântico, a passagem de frentes frias e a formação de outros sistemas
atmosféricos também influenciam as condições meteorológicas.

Assim, mesmo diante de um episódio extremamente forte, não é possível afirmar que
todo o Brasil enfrentará simultaneamente secas, tempestades ou temperaturas recordes.

## **Super El Niño deve continuar provocando efeitos em 2027**

Embora o pico esteja previsto para dezembro, a influência do fenômeno não deverá
desaparecer com a chegada do próximo ano.

A OMM aponta uma probabilidade próxima de 100% de permanência do El Niño até fevereiro
de 2027.

Enquanto isso, a NOAA considera provável a continuidade de um episódio forte a muito
forte durante o trimestre de janeiro a março de 2027, com chance superior a 83%.

Isso significa que o aquecimento do Pacífico poderá continuar interferindo na circulação
atmosférica e nos padrões de chuva e temperatura de diversas regiões do planeta.

Além disso, mesmo quando as temperaturas oceânicas começarem a diminuir, alguns 
efeitos climáticos poderão persistir por determinado período.

A expectativa é que o comportamento do oceano e dos ventos determine a velocidade
de enfraquecimento do fenômeno ao longo de 2027.

## **Próximos meses vão definir se El Niño será o maior da história**

Os meses de novembro e dezembro serão fundamentais para determinar se o Super El
Niño de 2026 realmente alcançará uma intensidade sem precedentes.

Nesse período, os pesquisadores continuarão analisando as temperaturas da superfície
e das camadas profundas do Pacífico, além das alterações na circulação atmosférica.

Caso as projeções mais extremas se confirmem, o fenômeno poderá superar os grandes
episódios conhecidos e se consolidar como o mais intenso em pelo menos 150 anos.

Enquanto isso, órgãos meteorológicos recomendam acompanhar as previsões e os alertas
regionais, especialmente diante dos riscos de calor extremo, secas prolongadas e
chuvas intensas.

Por enquanto, dezembro de 2026 permanece como o mês previsto para o pico de um Super
El Niño que poderá entrar para a história do clima mundial.
