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quarta-feira, 08 de julho de 2020

Pescadores do rio Doce se refugiam na lagoa Juara

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Profissionais da Juara enfrentaram recentemente grande mortandade de tilápia e um dos motivos, pode ter sido o estresse do peixe pela sobrepesca. Foto: Arquivo TN Clarice Poltronieri
Profissionais da Juara enfrentaram recentemente grande mortandade de tilápia e um dos motivos, pode ter sido o estresse do peixe pela sobrepesca. Foto: Arquivo TN Clarice Poltronieri

Clarice Poltronieri

A lagoa Juara, em Jacaraípe, também tem sofrido impactos com a lama da Samarco (Vale + BHP Billiton). É que com a proibição da pesca no rio Doce, muitos pescadores da região migraram para a Serra em busca de peixes na Juara.

Um profissional de pesca que atua na lagoa disse, sob condição de não ter o nome divulgado, que a quantidade de pescadores aumentou muito. “Muitos vieram da região noroeste do estado por conta da proibição da pesca com a chegada da lama. Sei até de casos de pessoas que estão sendo indenizadas pela empresa (Samarco) mas ficam na lagoa pescando. Falta fiscalização”, disse.

Para o presidente da Associação de Pescadores de Jacaraípe e da Federação das Associações de Pescadores do Espírito Santo, Manuel Bueno, o Nego da Pesca, que se encontra afastado de suas funções por conta das eleições, o aumento dos pescadores reflete problemas sociais gerados pelo desastre/crime ambiental.

“Muitos pescadores do vale do Doce vieram pescar aqui para sair do ócio, pois lá, mesmo com o auxílio da empresa, ficam parados e acabam entrando no mundo das drogas. Mas aqui geram outros problemas, pois a lagoa não dá suporte para tanta gente. Eram uns 60, hoje são mais de 200. E ainda tem os que migraram da lagoa Jacuném”, lembra.

Nego da Pesca afirma ainda que o excesso de pescadores está causando problemas aos nativos. “Os nativos sempre trabalharam no local sem cadastro e desde que o Ministério da Pesca fechou está mais difícil conseguir regularizar. Como os pescadores de fora têm o documento, quando a fiscalização bate, pega os nativos. E os de fora ainda praticam o ‘cutucão’, que é um tipo de pesca predatória, que ajudou na mortandade de tilápias na lagoa. Vamos pedir uma reunião com as autoridades para tentar resolver isso da melhor forma possível para todos”, explica.

Pela assessoria de imprensa, a Secretaria de Agricultura e Pesca do Município (Seap) se limitou a dizer que dragagem do Rio Jacaraípe melhorou a oxigenação da água da lagoa Juara e aumentou a presença de espécies como tainhas, robalos, carapebas, atraindo mais pescadores.

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