# Pedágio da Eco 101 sobe 15% e já tem aumento acumulado de quase 50%

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- Published: 2017-05-16T18:04:37-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

 

 Na Serra a praça do pedágio fica na região de Chapada Grande. Foto: Ana Paula Bonelli/
ArquivoTN

Mesmo sem a duplicação de trechos que já deveriam estar prontos este mês, o pedágio
da BR 101 vai ficar mais caro a partir desta quinta-feira (18). Um carro de passeio,
caminhonete ou furgão agora pagará R$ 31,80 para cruzar as sete praças de pedágio
da concessionária Eco 101 nos 475,9 km entre o extremo sul da Bahia e a divisa do
Espírito Santo com o Rio de Janeiro. O aumento é de 15,75%, considerando que pelos
valores atuais esse motorista desembolsa R$ 27,60 para trafegar no trecho e agora
pagará R$ 31,80.

Na praça de cobrança localizada em Chapada Grande, área rural da Serra, a tarifa
para carros subirá de R$ 4,30 para R$ 5,00, um reajuste de 16%. Desde que começou
a cobrança, em 2014, o pedágio neste ponto já subiu 47,5%.

A autorização do aumento é da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT)
e foi publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União. Os valores da
nova tarifa para cada tipo de veículo nas sete praças de pedágios podem ser conferidos
no [Link.](http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=16/05/2017&jornal=1&pagina=47&totalArquivos=64.)

**Ministério Público quer redução de tarifa**

Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentado em março, fez o Minstério
Público Federal (MPF) a pedir redução da tarifa em R$ 0,10, após a constatação do
atraso em obras de duplicação – um deles no trecho Serra – Fundão; contornos de 
cidades e implantação de passarelas.

Segundo o relatório do TCU, os atrasos nos investimentos teriam gerado prejuízos
ao consumidor, que já teria pago 25,8% de aumento da tarifa entre 2014, ano do início
da cobrança e 2016.   

O relatório foi pedido pela Comissão Externa de Fiscalização da Concessão da BR 
101, formada por membros da bancada federal do ES na Câmara dos Deputados.  

Na ocasião, a concessionária ECO 101 alegou atrasos nas licenças ambientais e dificuldade
nas desapropriações como justificativa para o atraso nas obras. 
