# Pátio superlotado compromete trabalho da Polícia Civil na Serra

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- Published: 2017-04-11T08:44:08-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

São 5.000 motocicletas e 2.000 carros apreendidos que ficam amontoados no espaço.
Foto: Divulgação Sindipol-ES

Falta de condições de trabalho e um pátio lotado de veículos recolhidos diariamente.
Esta é a situação do pátio da Polícia Civil que fica em Alterosas, na Serra. A constatação
foi feita pelo presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/
ES) e vice – presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis(
Cobrapol), Jorge Emílio Leal que esteve no local na última quinta-feira (6).

Segundo o presidente, o  pátio da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos – unidade
de Alterosas – já não suporta a grande quantidade de veículos que chegam diariamente.
Muitos já estão ocupando os espaços destinados a parte administrativa.  “O local
conta somente com cinco policiais que se desdobram para atender os serviços de administração,
vistoria, perícia, cadastramento e entrega de veículos”, destaca Jorge.

Com o crescente número de ocorrências referentes ao número de furtos e roubos de
veículos, Alterosas chega a receber uma média de 10 carros por dia, podendo aumentar
para 40 nos finais de semana e feriados. Hoje, o pátio está superlotado e os números
assustam. São 5.000 motocicletas e 2.000 carros apreendidos que ficam amontoados
no espaço.

Jorge Emilio denuncia também as condições estruturais que são precárias. “A iluminação
é péssima, várias lâmpadas estão queimadas. O ambiente é totalmente insalubre, em
virtude da poeira contínua misturada com cimento e com pó de mineiro, uma verdadeira
escória que serviu de aterro para o pátio. Com somente quatro vigilantes patrimoniais–
um por turno – o espaço sofre com as invasões de criminosos que aproveitam do baixo
efetivo para furtar algumas motocicletas”.

Jorge Emílio também reclama que grande parte dos veículos ali localizados estão 
com combustíveis no tanque, um potencial risco de incêndio. “Muitos automóveis estão
com os vidros quebrados, expostos as intempéries, facilitando a ação do mosquito
Aedes Aegypti”.

A Polícia Civil (PC) informa que a maioria dos veículos são apreendidos em operações
policiais e, muitas vezes, devido ao estado que foram recuperados, os proprietários
não querem mais rever o carro. Para isso, a polícia já está solicitando à Justiça
a destruição deles.

A PC informa, ainda, que o local onde fica o pátio é alugado, mas o Governo do Estado
cedeu um local para a construção de um novo pátio, quatro vezes maior que o atual,
e que o projeto de construção já está em fase de contratação.
