# Para economizar e modernizar, advogada cobra eleições online na OAB-ES

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- Published: 2021-02-06T10:35:43-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Pedido é da advogada Erica Neves. Foto: Divulgação

A advogada capixaba Erica Neves protocolou, nesta terça-feira (02), um documento
na Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), pedindo a realização
das eleições on-line na OAB-ES, modelo que já foi adotado nas seccionais da OAB 
em oito estados. O pleito vai eleger o próximo presidente e mesa diretora para um
mandato de três anos, e deve acontecer na segunda quinzena de novembro.

Movimento semelhante aconteceu em São Paulo, onde um grupo de dez advogados também
protocolou pedido para que as eleições da seccional paulista da OAB sejam feitas
de modo on-line. Segundo Erica, a alternativa, além de mais viável e inclusiva, 
pode representar maior economia para a instituição.

“Seria uma eleição conectada aos novos tempos e com mais chances de alcançar toda
advocacia. Uma votação on-line aproximaria a OAB dos advogados e advogadas do interior
do estado e poderia despertar mais interesse na eleição. É o que defendemos e vamos
cobrar por isso”, pontua a advogada.

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Recentemente, o Conselho Federal da OAB aprovou a proposta de fazer as eleições 
on-line ainda no pleito que acontecerá em novembro de 2021, e reconheceu que a promoção
do pleito dessa forma pode gerar uma economia para as seccionais e para o próprio
Conselho Federal, uma vez que, por exemplo, as eleições de 2018 para o Conselho 
Federal custaram cerca de R$600 mil.

Com isso, seccionais como as do Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Tocantins, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte aderiram a essa inovação
e vão realizar seus pleitos na forma on-line, com toda a segurança, fazendo com 
que a advocacia vote de onde quiser, evitando o deslocamento para as sedes de votação.

Erica também defende que a medida pouparia gastos com logística e acabaria com o
abuso do poder econômico na instituição. “Isso evitaria todo o deslocamento com 
as urnas eletrônicas para os lugares de votação no estado. Também poderia coibir
práticas ilegais recorrentes em eleições, como a ‘boca de urna’ ou o transporte 
de colegas em dia de votação, práticas estas que sempre trouxeram prejuízo para 
a democracia e foram extirpadas até mesmo dos pleitos da política secular”, finaliza.
