# Pacientes do SUS poderão ser atendidos em hospitais privados a partir de agosto

- Link: https://www.portaltemponovo.com.br/pacientes-do-sus-poderao-ser-atendidos-em-hospitais-privados-a-partir-de-agosto/
- Published: 2025-07-31T20:10:47-03:00
- Author: Mari Nascimento

Com o objetivo de quitar as dívidas que operadoras de planos de saúde têm com o 
Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de agosto, o Ministério da Saúde vai implementar
o programa Agora tem Especialistas, por meio do qual pacientes do sistema público
poderão ser atendidos em hospitais e clínicas de planos de saúde. Com isso, também
se espera reduzir as longas filas por atendimento especializado na rede pública.

A iniciativa prevê que sejam quitadas as dívidas, que somam mais de R$ 1 bilhão.
Isso pode ser alcançado oferecendo serviços diretamente aos usuários do sistema 
público. Em um primeiro momento, cerca de R$ 750 milhões devem ser convertidos em
consultas, exames e cirurgias eletivas em sete especialidades prioritárias.

Esta parceria entre SUS e planos de saúde não permite que qualquer paciente escolha
ser atendido em um hospital privado. O acesso ao serviço privado seguirá o fluxo
atual do SUS. Ou seja, o paciente procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde
o médico avalia a necessidade de atendimento especializado. Esta solicitação é inserida
na central de regulação, onde é definido o local de atendimento, que poderá ser 
em unidade privada ou pública.

A seleção dos pacientes seguirá critérios clínicos e de prioridade, com foco nas
especialidades com maior demanda: **oncologia, ortopedia, oftalmologia, ginecologia,
otorrinolaringologia, cardiologia e cirurgia geral**.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, nos próximos dias será publicado
um edital com as regras para adesão das operadoras. A participação será feita por
meio da plataforma InvestSUS, e os atendimentos só começarão após aprovação da oferta
e organização da regulação local.

Somente operadoras com capacidade para realizar mais de 100 mil atendimentos mens**
ais** poderão aderir ao programa. Em casos excepcionais, operadoras menores — com
mínimo de 50 mil atendimentos/mês — também poderão participar, desde que atendam
regiões com carência de serviços.
