# Ong da Serra aposta em terapia com  animais em hospitais da Grande Vitória

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- Published: 2017-06-12T16:31:08-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

 

 Nélly Blanco com o seu cãopanheiro Pingo, funcionários do Hospital Meridional e
a presidente da Adada, Glória Cunha. Foto: Divulgação

_Por Vivian Nardoto_

Não é  novidade para ninguém que os animais estão sendo cada vez mais considerados
como um membro da família. Pensando nisso, a Adada (Associação dos Amigos dos Animais),
está apostando e investindo na tendência mundial de humanização hospitalar, onde
alguns hospitais abrem as portas para os animais como forma de auxiliar nos tratamentos
muito prolongados ou dolorosos e no aumento da qualidade de vida dos pacientes considerados
terminais. Também faz uma enorme diferença no tratamento de crianças, idosos, e 
pessoas especiais.

A Humanização Hospitalar não é uma técnica, e sim um processo que tem por objetivo
tornar o ambiente hospitalar mais humano, socializar. Valorizando a dignidade  e
a relação dos pacientes com a família e os profissionais de saúde.

Não podemos esquecer que esse processo necessita seguir protocolos de boas práticas,
para evitar contaminação e transmissão de doenças para os pacientes envolvidos, 
e alguns “acidentes”.

Em geral, são utilizados os animais terapeutas nesse processo, que têm características
de personalidade compatível com a “profissão” de terapeuta, e são especialmente 
treinados para saberem como se comportar em cada caso. Mas, também há a situação
onde o paciente tem um animalzinho muito querido, e a presença dele de forma programada,
faz muito bem , principalmente, para o emocional do paciente.

O pontapé inicial foi dado pela presidente da Adada, a médica veterinária Glória
Cunha no hospital Meridional, em Cariacica. A primeira paciente a participar do 
projeto Animais Terapeutas foi Nélly Blanco, jornalista e professora, que está internada
há 3 meses por consequência de um acidente de trânsito. Ela teve acesso ao seu cãozinho
Pingo e emocionou a todos que estavam no local.

 A visita de Pingo a Nélly ajudou inclusive a normalizar as taxas dos exames da 
paciente. Foto: Divulgação

“A visita do Pingo foi muito importante pra mim. Eu já estava bem cansada e sem 
muito alento, porque passei aqui dentro do hospital por um fim de namoro, estava
muito decepcionada, muito triste e sentindo falta demais do meu menino, Pingo, meu
companheiro. Ele é um cachorro que sempre fica ao meu lado nas horas felizes e tristes,
não posso reclamar pois meus amigos me dão muito apoio, mas rever o Pingo, pegar
ele no colo, sentir o cheiro dele, renovou minhas esperanças, a minha vontade de
sair daqui logo. Até minhas taxas melhoraram, foi impressionante, de tanto que ele
tem influência na minha vida. É um amor verdadeiro, que está sempre com você, que
não te abandona. Foi maravilhoso poder ver o Pingo, conversei isso com a psicóloga
e o Hospital Meridional conseguiu junto a Adada esta visita do Pingo e a visita 
dele foi um renovo pra mim. Eu faço tratamento de hiperbárica e foi necessário pessoas
para me descer antes. Eu não tenho como agradecer isso. Ver ele me fez querer sair
daqui e já pensar inclusive em retomar minha vida”.
