Obra do Aristóbulo pode ser licitada ainda este ano

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Obra do Aristóbulo pode ser licitada ainda este ano
Prédio antigo da escola foi demolido no ano passado. Foto: Gabriel Almeida

Após gastar mais de R$ 12 milhões e demolir o antigo prédio do Aristóbulo Barbosa Leão (ABL), em Parque Residencial Laranjeiras, o Governo do Estado anunciou que vai licitar a nova obra da escola nos próximos meses. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, serão gastos mais R$ 20 milhões na reconstrução. A obra, que começou em 2012, foi abandonada dois anos depois: em 2014. Desde então, o Estado já fez diversas promessas de retomada da construção, mas nenhuma saiu do papel.

O anúncio já tinha sido feito para o TEMPO NOVO pelo governador Renato Casagrande (PSB) no dia 5 de agosto, durante uma visita no Hospital Materno Infantil. Agora, na manhã desta quarta-feira (21), a Sedu confirmou a previsão de licitar a obra até o início de 2020. Com isso, a obra deve começar somente no próximo ano. Ainda segundo a Sedu, serão gastos aproximadamente R$ 20 milhões, mas o valor pode ser alterado, já que a obra ainda não foi licitada.

O TEMPO NOVO teve acesso a uma parte do projeto, que foi feito na gestão do então governador Paulo Hartung. No documento, que foi entregue para alunos do ABL, está planejado que o novo Aristóbulo contará com 24 salas de aulas comuns, um laboratório de informática, um laboratório comum, biblioteca, Centro de Idiomas, sala de dança, sala de música, quadra esportiva, duas mini quadras e um auditório.

Em uma reunião feita com alunos da escola no final de maio, o Subsecretário de Suporte à Educação, Aurélio Meneguelli Ribeiro, prometeu que a obra vai ficar pronta dois anos após o início da construção.

A ‘novela’ é longa e já custou mais de R$ 12 milhões…

Obra do Aristóbulo pode ser licitada ainda este ano
Perspectiva divulgada pelo governo anterior de como deve ficar o Novo Aristóbulo Barbosa Leão. Foto: Divulgação / Sedu

O prédio do ABL, em Laranjeiras, tem 41 anos e começou a ser reformado em 2012. O custo divulgado na época era de R$ 9 milhões, e a reforma deveria ter sido entregue em julho de 2014. Porém, as obras foram paralisadas naquele ano. O motivo, de acordo com o Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes), é que a empresa contratada para executar o serviço faliu e abandonou o trabalho. Com a reforma, que não foi concluída, o gasto chegou aos R$ 6 milhões.

Logo no início das obras em 2012 os alunos foram levados para um espaço provisório onde funcionava uma faculdade em Jardim Limoeiro, ao lado do cruzamento entre as rodovias Norte – Sul e ES 010. Ao longo desses anos, o prédio vem sendo motivos de queixas e protestos de estudantes, que alegam falta de estrutura. Dentre eles, espaço precário para educação física, ausência de ar condicionado, ventiladores e parte elétrica com problemas constantes, além dos riscos de assaltos nas redondezas.

O espaço alugado, em Jardim Limoeiro, custa cerca de R$ 80 mil de aluguel por mês aos cofres públicos. No ano passado, o valor do aluguel era de R$ 78 mil mensal. Após uma longa busca no Portal da Transparência, o TEMPO NOVO constatou que o contrato de aluguel firmado em 2019 será do valor total de R$ 885.967,06. Ao todo, já foram gastos cerca de R$ 5 milhões somente em aluguel, enquanto se aguarda a obra da nova escola em Laranjeiras.

Obra do Aristóbulo pode ser licitada ainda este ano
Construção da escola Aristóbulo Barbosa Leão. Foto: Arquivo Público do Espírito Santo.

Enquanto as obras não andavam, o prédio do ABL, em Laranjeiras, ficou abandonado por quatro anos e foi demolido pelo Governo do Estado no final de 2018. Na época, o então secretário da Educação, Haroldo Rocha, afirmou que o espaço estava sem ‘boas condições’ para continuar a reforma. A demolição custou R$ 290,7 mil.

Questionado pelo TEMPO NOVO sobre os valores gastos nas obras e os atrasos, Haroldo sugeriu pensar positivo e prometeu que a obra estaria licitada até o final de 2018, o que não aconteceu.

Vale lembrar que foi demolido somente o prédio principal da escola, onde aconteciam as aulas. Foram mantidas da estrutura atual, a cozinha e áreas de apoio, refeitório coberto, área de serviços, vestiário, auditório e quadra poliesportiva.

Somando os valores da reforma não concluída, dos alugueis pagos e da demolição, o Governo do Estado já gastou cerca de R$ 12 milhões com a escola que ainda não está pronta. O valor ainda deve aumentar já que por enquanto a obra está só no papel.

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