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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

“O interesse de Vidigal e de Audifax não está mais na Serra”

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Nicodemos Venturini  é auditor fiscal da Prefeitura da Serra, e diz que é a ‘terceira via’ nas eleições de outubro. Foto: Fábio Barcelos
Nicodemos Venturini é auditor fiscal da Prefeitura da Serra, e diz que é a ‘terceira via’ nas eleições de outubro. Foto: Fábio Barcelos

Eci Scardini

Quem apostava que a eleição para prefeito na Serra seria um duelo travado somente entre Audifax Barcelos (Rede) e Sérgio Vidigal (PDT), se enganou. No decorrer do prazo para realização das convenções, novos nomes foram surgindo e um deles é o do auditor fiscal municipal, José Nicodemos Venturini, pelo Partido da Pátria Livre – PPL.
Polêmico, extrovertido e sem ‘freio na língua’, Venturini promete não poupar Vidigal e nem Audifax de críticas, questionando o passado de prefeito de Vidigal e o estilo que considera ‘autoritário’ de Audifax, e mostrar que ele é a ‘terceira via’ que a Serra precisa para se ver livre dos dois, que juntos somam cinco mandatos e 20 anos de poder.
[TN] Porque o senhor demorou tanto para anunciar a sua intenção de concorrer ao cargo de prefeito da Serra?
[Nicodemos Venturini] Audifax e Vidigal chegaram a um ponto tão grande de ódio de um para com o outro, que se eu anuncio antes a minha intenção, eles tomariam o PPL de mim, como tomaram de outras pessoas e sem partido não há como ser candidato.

O senhor só tem 45 dias de campanha para se tornar conhecido e convencer o eleitor a votar em você. Não é pouco não?

Bem, conhecido eu sou, pois ando esse município todo, inclusive nos ‘grotões’, onde eles não andam com medo de serem hostilizados, por não terem levado nenhum benefício nos 20 anos que se revezam no poder. Quanto a convencer o eleitor sei que estou em desvantagem, pois Audifax usa a máquina da Prefeitura para fazer campanha e Vidigal usa o mandato e com um discreto apoio do governo. Eu só conto com as minhas pernas e com a minha oratória.

O que senhor irá falar para o eleitor?

Que chega de votar nesses dois. Vidigal ganha e traz a mulher, filho, irmã e um monte de penduricalho para dentro da Prefeitura; usa o dinheiro público para eleger a mulher deputada federal e faz da Prefeitura um quintal da casa dele.
Já Audifax atropela as pessoas, finge uma humildade que não tem e mantém um monte de secretários incompetentes e se vende como um grande gestor. Um bom entendedor de balanços e balancetes públicos, se for analisar as contas da Prefeitura, certamente irá encontrar pedaladas fiscais que poderiam causar o seu impeachment.

A sua candidatura não é obscura não? O senhor a discutiu com os segmentos organizados de cidade? Qual o seu plano de governo?
Minha candidatura não tem nada de obscura não. É a mais transparente que existe. Eu não devo favor a nenhum empreiteiro, não devo favor a forças políticas de fora da Serra que não têm compromisso nenhum com a cidade, não devo favor ao governador; eu posso olhar no olho do eleitor sem nenhum temor.

Quanto a esse negócio de discutir com os segmentos, eles fingem que fazem e é só para fazer média, quando se elegem não fazem nada daquilo. Plano de governo é a mesma coisa. Vidigal e Audifax prometeram tanta coisa para essa cidade que se realizadas teríamos a melhor cidade do país.

O que o senhor pensa para a cidade?
Esses dois têm 12 anos que falam da revitalização de Laranjeiras e até hoje não concluíram a obra; tem 10 anos que falam de um hospital materno infantil e a briga deles não permitiu que essa obra sequer esteja na sua metade. A Arena Riviera foi dinheiro público jogado fora por conta da briga dos dois e fica por isso mesmo. Já falaram de aeroporto, de complexo cultural na rotatória do Dório Silva, de teatro, de sistema viário; já falaram de tudo e não fizeram nada, muito mal escolas, creches e unidades de saúde e uma cidade como a Serra e com a sua receita não pode viver só dessas obras.
O que o PPL promete é muito trabalho, muita fiscalização e combate a invasões, projetos turísticos para os nossos 29 quilômetros de praia. Respeito ao contribuinte e ao servidor, aumentar a receita, limpar nossa cidade de verdade e não essa imundice que a gente vê por aí.

O senhor não está sendo muito duro com Audifax e Vidigal?
Claro que não, eles têm que ouvir isso porque é a verdade. Eles queriam era que a Prefeitura fosse na reta do aeroporto para nem ter que vir para a Serra. O interesse de Vidigal e de Audifax não está mais na Serra, estão no Palácio Anchieta e em Brasília, no Senado e na Câmara Federal, a Serra é só um detalhe que está no caminho.
A Serra perdeu mais de 300 milhões de receita com relação a 2008, a Serra perdeu empresas importantes como a Ambev, entre outras que deixaram de vir para cá porque o ambiente junto ao poder público não está bom. Se somar os anos em que Sueli, Audifax e Vidigal têm de deputado federal, o povo irá perceber que eles foram improdutivos para a Serra.

O senhor mora em Bicanga.  O que dá para melhorar na gestão do litoral da Serra?
A natureza foi generosa com o litoral da Serra, que é muito bonito, mas inexplorado turisticamente falando, sem infraestrutura, bairros mal conservados e marcados por altos índices de violência.
O PPL pensa em desenvolver um projeto turístico para a Serra, que a receita que ele trará para o município será capaz de pagar a nossa folha de pagamento.

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