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terça-feira, 31 de março de 2020

O editorial desta semana é sobre rochas ornamentais- Leia no ‘Mestre Álvaro’

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Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
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Por Bruno Lyra

A Serra é o maior município exportador de rochas ornamentais do país. É também o que tem o principal parque beneficiador, que corta os blocos vindos de lavras localizadas em outras cidades, transformando-os em chapas polidas. Produtos semielaborados que serão beneficiados em outros locais, até virarem peças de mármore ou granito, que chegarão ao consumidor final em forma de piso, acabamento de parede, pias, adornos, entre outros.

A cidade receberá na próxima semana a maior feira da América Latina do setor, a Vitória Stone Fair. Como se vê, a Serra não leva sequer o nome da feira, pois o crédito vai para a capital. A relação custo-benefício de ter tantas graniteiras no município é duvidosa.

É uma atividade de grande impacto ambiental e social. Em termo de impostos, gera R$ 10 milhões por ano. Isso representa apenas 0,6% da receita total do município, cuja receita global foi de R$ 1,6 bilhão em 2019, conforme o Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES).

Além do consumo de água, o corte e polimento das rochas gera lama abrasiva e casqueiro. Poluentes que, até meados da década de 2000, eram lançados às margens da lagoa Jacuném próximo a Feu Rosa. Hoje, os rejeitos são jogados aos pés do Mestre Álvaro. Sem contar descartes clandestinos em área de preservação, situação noticiada pelo TEMPO NOVO mais de uma vez nos últimos 18 anos.

Nas lavras de extração – que não ficam na Serra -, o impacto ambiental também é imenso. Montanhas desfiguradas, mata, solo e lençol freático arruinados. Barulho, rachaduras em imóveis de vizinhos e até relatos de ‘chuva’ de fragmentos de pedras em decorrência das explosões.

Tem também o transporte, que desgasta estradas com o peso e provoca acidentes terríveis com blocos e chapas caindo das carretas sobre outros veículos. Os capixabas não se esquecem dos 11 mortos do conjunto de dança alemã em 2017 e nem do desastre no mesmo ano em que ceifou 23 vidas no ônibus da Águia Branca, entre outras tragédias.

O setor também é um dos campeões em acidentes de trabalho com mortes e mutilações e, também, de doenças ocupacionais por conta da exposição à poeira, que petrifica pulmões e encurta vidas com a silicose. Por trás das lindas pedras, há passivos que precisam ser melhor assumidos.

 

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