# Número de fumantes passivos no trabalho cai 34% em cinco anos

- Link: https://www.portaltemponovo.com.br/numero-de-fumantes-passivos-no-trabalho-cai-34-em-cinco-anos/
- Published: 2016-12-15T16:09:28-02:00
- Author: Ana Paula Bonelli

Entre as capitais que apresentaram a maior diminuição nesse período estão Fortaleza(
52,3%), Boa Vista (51,3%) e Vitória (51.2%). Foto: Divulgação Agência Brasil

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que o número de fumantes passivos no 
trabalho caiu 34,4% em capitais entre 2011 a 2015. Palmas (50,3%), Belo Horizonte(
49%), Porto Velho (48,9%) e Goiânia (47,6%) foram as capitais que apresentaram os
maiores percentuais de queda no número de fumantes passivos dentro dos locais de
trabalho.

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças 
Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). O número saiu de 12,2% de pessoas expostas
à fumaça de cigarros e a outros produtos derivados do tabaco no trabalho para 8%
em 2015.

O número de fumantes passivos em casa caiu menos, uma redução de 22,8%, saindo de
11,8% em 2011  para 9,1% em 2015. A frequência de fumantes passivos no domicílio
foi maior entre os mais jovens (18 a 34 anos), em ambos os sexos. Entre as capitais
que apresentaram a maior diminuição nesse período estão Fortaleza (52,3%), Boa Vista(
51,3%) e Vitória (51.2%).

Um dos fatores responsáveis por essas reduções é a Lei Antifumo (Lei 12.546), que
está completando cinco anos de criação, mas que na prática começou a valer com a
regulamentação em 2014. Entre outras medidas, a lei proíbe o tabagismo em locais
fechados, públicos ou privados, extingue os fumódromos e qualquer tipo de propaganda
de cigarro.

**Fumante passivo**

O fumante passivo é aquele que, apesar de não fumar, inala fumaça de terceiros. 
Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma
quantidade de poluentes que os fumantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (
OMS), em 2013 o tabagismo passivo foi a terceira maior causa de morte evitável no
mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Segundo o Ministério da Saúde, estudos comprovam que os efeitos imediatos da poluição
ambiental pela fumaça do tabaco estão relacionados ao aumento do risco de câncer
de pulmão, de infarto e outras doenças graves, penosas e fatais.

_Fonte: Agência Brasil_
