# “Não é uma gripezinha, é uma pandemia”, diz Contarato sobre 100 mil mortes por Covid-19

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- Published: 2020-08-09T11:56:00-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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O senador capixaba e o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O senador capixaba Fabiano Contarato (Rede) se manifestou sobre as 100 mil mortes
causadas pelo coronavírus desde o início da pandemia no Brasil. O país registrou
o triste dado no último sábado. Ao comentar sobre o assunto, o parlamentar disse
o termo “gripezinha”, que foi utilizado por Jair Bolsonaro (sem partido) para menosprezar
a pandemia há alguns meses.

Contarato não citou abertamente o presidente como já fez outras vezes, mas deixou
seus sentimentos através das redes sociais. “100.000 vidas perdidas para o coronavírus.
Não é um número, são seres humanos. Não é uma gripezinha, é uma pandemia. Minhas
orações estão com as famílias dessas pessoas. Que Deus nos abençoe”, afirmou o senador
em seu Twitter.

Vale destacar que conforme anunciado pelo TEMPO NOVO, Contarato entrou na Justiça
no último dia 4 para a União interromper a produção da cloroquina e hidroxicloroquina
destinada ao tratamento da Covid-19. Além disso, o senador quer que o presidente
da República, Jair Bolsonaro arque com os custos da produção com o próprio salário.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) também manifestou seus sentimentos
para as 100 mil famílias que perderam alguém por conta da pandemia. “O triste número
atingido hoje de cem mil mortes pela Covid nos obriga a uma reflexão.Vimos o mundo
domado por um inimigo invisível e a dor exposta na história de tantas famílias. 
Minha solidariedade/respeito são dedicados a cada um que perdeu essa luta. Seguimos
na esperança de vencê-la”, disse.

#### **Bolsonaro e a “gripezinha”**

Em 24 de março, num pronunciamento em rede nacional de televisão, Bolsonaro, que
já havia chamado a doença de gripezinha dias antes, afirmou: “Pelo meu histórico
de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada 
sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho”.

Dois dias depois, no Palácio da Alvorada, o presidente disse que o brasileiro “não
pega nada”, ao comentar o avanço da pandemia: “O brasileiro tem que ser estudado.
Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali, sai, mergulha, tá certo?
E não acontece nada com ele. Eu acho até que muita gente já foi infectada no Brasil,
há poucas semanas ou meses, e ele já tem anticorpos que ajuda a não proliferar isso
daí”.
