# Na véspera do 7 de setembro, Casagrande e governadores vão a Brasília defender a democracia

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- Published: 2021-09-02T14:41:18-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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O encontro tratou sobre a defesa da democracia e harmonia entre os Poderes, além
das pautas sanitárias e legislativas. Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Com a proximidade do dia 7 de setembro – onde devem ocorrer diversas manifestações
favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro no Brasil – o governador do Espírito Santo,
Renato Casagrande, participou, na manhã desta quinta-feira (02), de uma reunião 
com o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco. O encontro tratou sobre a defesa
da democracia e harmonia entre os Poderes, além das pautas sanitárias e legislativas.

Também participaram os governadores do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do
Distrito Federal, Ibaneis Rocha; do Pará, Helder Barbalho; de Minas Gerais, Romeu
Zema e do Piauí, Wellington Dias.

De acordo com o governador Casagrande, foi construído um pacto pela harmonia dos
Poderes e o respeito à Constituição Federal entre os governadores e o Senado. Também
foi discutido o cronograma de vacinação contra o novo Coronavírus (Covid-19) e o
avanço das pautas federativas.

“Tratamos sobre o planejamento das vacinas, pois precisamos ter um cronograma, já
que muitos contratos estão se encerrando. Ter um planejamento a médio prazo é fundamental.
Tratamos ainda de temas que estão sendo debatidos no Senado e que afetam as despesas
e as receitas dos Estados. O terceiro assunto foi o pacto entre os governadores 
que fizemos em defesa da democracia. Agora estamos selando esse pacto com o Senado
para que possamos trabalhar juntos nessa pacificação. Esse confronto permanente 
entre as instituições tem um custo muito alto para os brasileiros”, comentou.

Em relação à imunização contra a Covid-19, os governadores trataram sobre a ampliação
da vacinação, a aplicação da 3ª dose em indivíduos acima de 70 anos, bem como a 
aceleração da produção nacional de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo).

No âmbito legislativo, os governadores trataram sobre a Reforma do Imposto de Renda(
PL 2.337/2021), PEC dos Precatórios (PEC 23/2021), bem como os projetos que institui
mudanças no Institui o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal(
PLP 123/2021), gastos da educação (PEC 13/2021), reajuste do piso do magistério (
PL 3.776/2008), regulamentação do Fundeb (PL 2.751/2021) e sobre o DIFAL e a preservação
dos recursos oriundos do FPE e manutenção das regras de avaliação da CAPAG 2021/
2022 dos entes subnacionais para contratação de operações de crédito (PLP 32 e 33/
2021).

#### **Casagrande e o dia 7 de setembro**

Conforme informado na semana passada, após a descoberta de que policiais estariam
se manifestando para participarem das manifestações do dia 7 o Governo do Espírito
Santo determinou que todo o efetivo da Polícia Militar esteja fardado e trabalhando
entre os dias que antecedem, durante e depois do dia sete.

O documento que convoca todos os militares ao serviço foi publicado nesta quinta-
feira (26) e ainda impede que seja concedido qualquer tipo de dispensa no período
de 03 a 12 de setembro de 2021, e as que forem concedidas, deverão se encerrar até
o dia 03 de setembro de 2021. A determinação foi assinada pelo Subcomandante-Geral
da PMES, Ronaldo Mutz.

Informações de bastidores dão conta de que a medida do governo de Renato Casagrande(
PSB) foi tomada para evitar que policiais militares participem das manifestações
do dia 7 de setembro. Nesta semana, uma reportagem do jornal Folha de São Paulo 
afirmou que militares capixabas estariam se mobilizando e convocando colegas de 
farda para participarem do movimento pró-Bolsonaro.

O assunto tem gerado grande polêmica, já que pela lei, manifestações político- partidárias
de PM’s e das Forças Armadas são proibidas. Entretanto, o coronel Alexsander Lacerda,
da Polícia Militar de São Paulo, postou em redes sociais convite para as manifestações.
Ele foi afastado do cargo pelo governador João Dória (PSDB) após as publicações.

João Dória e outros governadores acusam o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores
de estimularem e defenderem o fechamento de instituições democráticas como, por 
exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF).
