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quinta-feira, 04 de junho de 2020

Na política, o morno ferve

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Por Yuri Scardini

Em 2019, não haverá eleição. Contudo, não significa que será um ano ameno politicamente. A largada já foi dada e a regra é criar musculatura eleitoral para ter peso político no momento das negociações pré-eleitorais.

Na Serra, os rumos do prefeito Audifax Barcelos (Rede) são fundamentais para o desenrolar dos fatos. O prefeito vai dando corda para alguns que ficam na esperança de serem abençoados com a dianteira na fila de sucessão.

Acontece que não seria de se assustar caso Audifax simplesmente se furtasse de ter que construir efetivamente uma linha de sucessão. Ele está focado em terminar o mandato bem avaliado para coroar suas três gestões como prefeito da Serra. Audifax sonha com o Anchieta, e a Serra, sozinha, fica pequena nesse contexto.

Já seu adversário histórico, o deputado Sérgio Vidigal (PDT), perdeu muita capilaridade eleitoral e está todo enrolado com processos judiciais. A aliados bem próximos, Vidigal jura de pé junto que não será candidato a nada em 2020, mesmo que legalmente não haja impedimentos.

Estabelecido mesmo na corrida para 2020 está o secretário de Estado Bruno Lamas (PSB). Abençoado pelo governador Renato Casagrande, o socialista assumiu um posto estratégico e agrega em torno de si um polo muito grande de apoiadores. Parece que após 40 anos de Serra, a família Lamas decidiu de vez deixar de ser coadjuvante e quer ser protagonista. Bruno será vidraça neste ano, uma vez que está estampado na vitrine política serrana. Mas é astuto e sabe reagir.

Na corrida para ganhar tamanho, estão os deputados Vandinho Leite (PSDB) e Alexandre Xambinho (Rede). Vandinho parece que já definiu seu lado no campo ideológico, que pode repercutir com força eleitoralmente. Ao lançar o projeto “Escola Sem Doutrinação”, polarizando com Mageski, e costurar com entidades como MBL e similares, Vandinho quer marcar território no campo da centro-direita conservadora, que está em ênfase no Brasil.

Já Xambinho espera um sinal de Audifax, e há dúvidas se ele tem condição de emergir sem a mão do prefeito. Todavia, nas sombras, o habilidoso Flávio Serri trabalha para Xambinho. E desse, o mercado político local não dúvida das capacidades de articulação.

E tem “os de fora”, que nesse momento é o deputado Amaro Neto (PRB) e Carlos Manato (PSL). Ambos estão de olho na Serra, mas até 2020 deve aparecer mais. O que não se pode mesmo é duvidar da capacidade de surgir um “novo nome”, especialmente pelo fenômeno das redes sociais.

 

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