# Multivacinação para deixar carteirinhas de crianças e adolescentes em dia

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- Published: 2017-09-12T10:58:38-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

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Serão oferecidas 16 tipos de vacinas. Foto: Divulgação Governo do Estado

Com o objetivo de colocar em dia a carteira de vacinação de crianças e adolescentes
de 0 a menores de 15 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) começou na segunda-
feira (11) e vai até o dia 22 de setembro a Campanha Nacional de Multivacinação.

A campanha ofertará todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação da Criança
e do Adolescente, entre elas a vacina HPV para meninos e a dose de reforço da vacina
meningocócica C, que entraram no Calendário este ano.

Serão oferecidas as vacinas BCG: protege contra formas graves de tuberculose; Hepatite
B: protege contra a hepatite B; Pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche,
hepatite B e haemophilus influenzae tipo B (bactéria que causa meningite); Pneumocócica
10-valente: protege contra o pneumococo, bactéria que causa pneumonia e meningite;
Meningocócica C: protege contra o meningococo C, bactéria que causa meningite; Varicela:
previne a catapora; Rotavírus: protege contra diarreia e desidratação; VIP e VOP:
protegem contra os sorotipos 1, 2 e 3 da poliomielite.

Terá ainda dose disponível da Tríplice Bacteriana Acelular (dTpa): protege contra
difteria, tétano e coqueluche; Dupla Adulto (dT): protege contra difteria e tétano;
Tríplice Viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola; Tríplice Bacteriana (
DTP): protege contra difteria, tétano e coqueluche; Tetraviral: imuniza contra sarampo,
caxumba, rubéola e catapora; Hepatite A: protege contra a hepatite A e ainda Febre
amarela que protege contra a febre amarela e é recomendada para crianças e adolescentes
que residem ou vão viajar para o estado do Espírito Santo.

Para facilitar o acesso das crianças e dos adolescentes cujos pais não conseguem
levá-los à unidade de saúde durante a semana, os municípios vão montar um esquema
especial de funcionamento desses serviços no dia 16 de setembro, um sábado.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, orienta que
pais e responsáveis levem as crianças e os adolescentes da faixa etária estabelecida
a uma unidade de saúde municipal, neste período, para que a carteira de vacinação
seja avaliada.

Conforme esclarece Danielle Grillo, vacinas administradas fora do tempo recomendado
ou com número de doses insuficientes podem prejudicar o objetivo do programa de 
vacinação. Isso porque a proteção individual e coletiva deixa de ser alcançada, 
abrindo espaço para que doenças eliminadas retornem ou que haja mudanças em seu 
comportamento epidemiológico, passando a atingir, por exemplo, outras faixas etárias,
como é o caso da caxumba, uma doença infecciosa mais incidente em crianças, mas 
que tem afetado adolescentes e adultos jovens em várias localidades do país.

**Meningocócica C**

A vacina meningocócica C protege contra a bactéria meningococo C, que causa meningite.
Neste ano, ela passou a ser ofertada para meninos e meninas de 12 e 13 anos. Além
de oferecer proteção direta ao vacinado, a vacinação dos adolescentes protege indiretamente
quem não foi imunizado.

As crianças que não receberam nenhuma das três doses preconizadas até 1 ano de idade
podem receber uma dose única enquanto tiver menos de 5 anos de idade.

A meningite C continua sendo o tipo de meningite que mais afeta a população (cerca
de 60% a 70% dos casos). A doença apresenta rápida evolução, gravidade e letalidade
e tem caráter epidêmico.

**HPV**

A vacinação contra HPV para meninos entrou no calendário nacional no início deste
ano, com a vacinação de garotos com 12 e 13 anos de idade. Em junho, o Ministério
da Saúde ampliou a faixa etária para 11 a 14 anos. O esquema vacinal para os meninos
é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Além de oferecer proteção
direta para os meninos, a vacinação contra o HPV representa aumento de proteção 
para as meninas não vacinadas. Isso porque o HPV é transmitido às mulheres pelos
homens. Assim, se os meninos também tomam a vacina, a possibilidade de transmissão
do vírus diminui.

“A vacina protege os meninos contra câncer de pênis e de ânus, evita que as meninas
desenvolvam câncer de colo de útero, câncer de vagina e de vulva, além de prevenir
em ambos os sexos câncer de boca e de garganta e verrugas genitais”, detalhou Danielle
Grillo, enfatizando que a vacina apresenta 98% de eficácia para quem segue corretamente
o esquema vacinal.
