# Mulheres têm maiores chances de ter Alzheimer, aponta estudo

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- Published: 2025-02-03T12:23:18-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Os cientistas identificaram baixos níveis da substância no sangue de mulheres com
perda de memória, especialmente as com doença de Alzheimer. Crédito: Freepik

Doença degenerativa que afeta principalmente a saúde cognitiva e a memória, o Alzheimer
atinge cerca de 33% da população com mais de 85 anos no Brasil, segundo o Ministério
da Saúde.

E pessoas do sexo feminino têm um risco duas vezes maior de terem a doença. Uma 
pesquisa realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria 
com cientistas americanos revelou que essa tendência pode estar associada a baixos
níveis de uma molécula chamada carnitina.

Os cientistas identificaram baixos níveis da substância no sangue de mulheres com
perda de memória, especialmente as com doença de Alzheimer. 

Segundo pesquisadores, a descoberta pode levar à criação de um marcador biológico
no sangue e, no futuro, ao desenvolvimento de novos fármacos para combater a neurodegeneração.

O médico geriatra Gustavo Genelhu explicou que a carnitina é produzida no fígado
e nos rins, e pode ser obtida no organismo por meio do consumo de alimentos como
carnes, ovos, leguminosas e laticínios.

“Novos estudos como este são muito importantes para nortear medidas tanto de prevenção
quanto para viabilizar um diagnóstico precoce da doença, especialmente em grupos
com maiores chances de desenvolver essa patologia. E descobrir o problema em sua
fase inicial é fundamental para que o controle da doença seja mais assertivo e traga
mais qualidade de vida para o paciente, seja homem ou mulher”, avaliou.

**Campanha**

O Alzheimer é uma das patologias destacadas na campanha Fevereiro Roxo, cujo objetivo
é reforçar a importância do acolhimento de pacientes com o transtorno neurodegenerativo
progressivo.

Embora o problema esteja diretamente associado à perda da memória, o geriatra esclarece:“
Nem todo esquecimento ou perda de memória é Alzheimer. Essas falhas podem estar 
ligadas a outros fatores, como estresse, ansiedade, depressão e alguns tipos de 
medicamentos. De qualquer modo, quando o idoso começar a manifestar esse sintoma,
mesmo que moderado, é importante que seja feita uma avaliação com seu médico”, orientou
Genelhu.
