# Muito além de Gusttavo Lima – Novo Pavilhão pode colocar a Serra no mapa do turismo de negócios

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- Published: 2025-03-18T12:56:43-03:00
- Author: Yuri Scardini

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Novo Pavilhão de Carapina. Crédito: Foto: Calmon Arquitetura e Urbanismo.

Há muitos anos, a construção de um grande centro de eventos é vista como um fator
estratégico para a Serra, uma cidade com vocação empresarial, especialmente visando
ampliar sua visibilidade e atratividade no cenário nacional e internacional. Trata-
se, na verdade, de uma infraestrutura essencial que pode impulsionar o turismo de
negócios, atrair investimentos e fortalecer a economia local. E, ao que tudo indica,
chegou a hora do Novo Pavilhão de Carapina sair do papel.

Para viabilizar o projeto, as ações estão sendo articuladas em três frentes: a Prefeitura
da Serra, responsável pelo projeto; o Governo do Estado, que executará a obra; e
a iniciativa privada, que ficará com a gestão por meio de uma concessão.

[Segundo informações da Coluna Abdo Filho, de A Gazeta](https://www.agazeta.com.br/colunas/abdo-filho/novo-pavilhao-de-carapina-esta-orcado-em-r-210-milhoes-veja-como-ficara-0325),
que trouxe atualizações sobre o investimento, o projeto prevê um aporte de R$ 210
milhões em recursos públicos para viabilizar a estrutura. O Departamento de Edificações
e de Rodovias (DER), que estará à frente da obra, estima que, percorridas as etapas
burocráticas, a construção comece até o final deste ano e seja concluída em 2028(
prazo que vem sendo esticado consecutivamente).

Este é um investimento de grande importância para a cidade e chega em um momento
propício, no qual a Serra retoma projetos que haviam sido engavetados, como a ideia
de um aeroporto internacional de cargas no oeste de Jacaraípe e a criação de uma
Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Além disso, há projetos já em execução,
como o Parklog, que visa integrar a Serra à economia portuária de Aracruz, transformando
o município em uma espécie de retroárea logística para dar suporte às atividades
portuárias de Aracruz.

O Novo Pavilhão de Carapina pode se tornar um ativo estratégico para a Serra, muito
além de um espaço para receber shows de grandes artistas, como Gusttavo Lima – que,
em termos econômicos, também gera renda e empregos. No entanto, seu impacto vai 
além do entretenimento, pois tem o potencial de posicionar a Serra no cenário nacional
e internacional como um centro de negócios e logística, conectando-se às suas vocações
econômicas, como o comércio exterior, a indústria logística e a economia de escala,
incluindo a produção de aço e o beneficiamento de rochas ornamentais.

Estamos falando de um equipamento capaz de impulsionar o turismo de negócios, atraindo
feiras, congressos e conferências, que movimentam executivos, empreendedores e investidores,
aumentando a circulação de pessoas e fomentando setores como hotelaria, gastronomia,
transporte e comércio.

Guardadas as devidas proporções, toda grande cidade com projeção global investe 
em centros de eventos de grande porte, como parte de uma estratégia para fortalecer
o turismo de negócios e atrair investimentos. Em São Paulo, espaços como o São Paulo
Expo e o Transamerica Expo Center fazem parte da infraestrutura que consolidou a
cidade como a maior referência em eventos da América Latina. Já Dubai, que é uma
cidade relativamente nova, reconhecendo a importância desse tipo de estrutura, desenvolveu
o Dubai World Trade Centre, que, integrado a outros aspectos, desempenhou papel 
relevante na transformação da cidade em um dos maiores hubs de negócios do mundo,
fortalecendo sua posição como centro econômico e turístico dos Emirados Árabes Unidos.

A Serra, com seu crescimento econômico das últimas três décadas e potencial estratégico,
está diante da oportunidade de atrair investimentos e consolidar sua presença no
cenário global. O Novo Pavilhão de Carapina é um passo que precisa ser dado nesse
processo, considerando as limitações da atual estrutura, que definitivamente não
acompanhou a expansão da cidade e do Espírito Santo.

Um exemplo claro dessa necessidade foi a perda da Vitória Stone Fair, uma das maiores
feiras do setor de rochas ornamentais, [que acontecia na Serra](https://www.portaltemponovo.com.br/serra-vai-sediar-vitoria-stone-fair-2024-com-expectativa-de-gerar-r-1-bilhao-em-negocios/),
mas foi transferida para São Paulo devido, entre outros fatores, à falta de infraestrutura
adequada. A feira reunia no ES toda a cadeia produtiva do setor de pedras ornamentais,
como mármores e granitos, além de atrair compradores e negociadores do Brasil e 
do mundo. O evento movimentava milhões de reais em negócios e reforçava a importância
da Serra como polo do segmento.

Segundo informações do jornalista Abdo Filho, a área total construída do novo centro
de eventos será de 28,97 mil m² [um pouco menor do que previsto que era de 35,8 
mil m²], configurando-se como um equipamento de médio porte. Dentro desse espaço,
o Pavilhão terá 23,26 mil m², incluindo áreas de exposição interna e externa, além
de um foyer (espaço de recepção e circulação), com capacidade para receber 34 mil
pessoas simultaneamente. O projeto também prevê um Centro de Convenções anexo, com
um auditório de 2,22 mil m² e capacidade para 1.596 pessoas.

Um ponto crítico para qualquer centro de eventos é a infraestrutura de estacionamento,
e o projeto já contempla essa demanda. A nova estrutura contará com 1.860 vagas 
para carros, 14 para caminhões, 133 vagas para motocicletas, 260 para bicicletas
e 31 espaços para embarque e desembarque.

Além disso, haverá uma área de quase 10 mil m² para estoque, voltada a futuros investimentos
e ampliações. No total, somando a área construída, o estacionamento e o espaço para
expansão, o novo complexo ocupará pouco mais de 100 mil m². O projeto integra o 
Programa de Parcerias de Investimentos (PPI/ES) e será viabilizado por meio de uma
concessão, na qual a operação, manutenção e gestão do espaço ficarão a cargo da 
iniciativa privada.
