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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Meningite contamina 10 pessoas na Serra e moradores temem avanço da doença

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Upa de Serra Sede: 10 pessoas já se contaminaram na Serra este ano. Foto: Divulgação

Em meio à pandemia causada pelo coronavírus, outras doenças também continuam preocupando e adoecendo a população capixaba. É o caso da meningite, que já contaminou 10 moradores da Serra somente neste ano. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), que apesar da preocupação de moradores com um possível avanço da doença, descarta essa possibilidade no momento. Vale lembrar que no ano passado, uma estudante da cidade morreu por complicações da meningite.

Nas últimas semanas, informações espalhadas pelas redes sociais assustaram a população. Nas mensagens, os internautas diziam que, além da pandemia causada pela Covid-19, a Serra estaria vivendo um surto de meningite. Ao TEMPO NOVO, a Prefeitura da Serra desmentiu os boatos, que classificou como fake news. O Município também atualizou os dados referentes à doença, mas não informou o número total de óbitos deste ano e de 2019.

No total, só este ano, já foram 10 casos confirmados de meningite na cidade. Com a falta de informações referentes aos óbitos, não é possível afirmar se houve vítimas fatais da doença este ano. Em todo o ano passado, a Serra registrou 16 casos de moradores doentes.

Como dito acima, a Secretaria de Saúde não informou o número de mortes, mas conforme noticiado no dia 28 de agosto de 2019, uma estudante da rede de Educação da cidade morreu após contrair a doença. Na ocasião, a comunidade escolar ficou em pânico, já que acreditavam ser a meningite contagiosa.

A estudante cursava o ensino fundamental na Escola Governador Carlos Lindemberg, que fica em Barro Branco. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), que enviou uma nota à reportagem na ocasião, a doença que matou a adolescente não foi contagiosa.

Quem mora na cidade, está preocupado com a doença. “Eu ouvi os boatos de que teria um aumento nos casos, mas não sabia se era verdade. 10 casos já são muitos pois essa doença é muito grave e precisamos nos cuidar. Acho que a prefeitura precisa divulgar mais informações sobre a doença, pois eu nunca vi sequer um cartaz”, disse Margarida Santos.

O que é a doença?

Segundo informações do médico Drauzio Varella, a meningite é uma infecção que se instala principalmente quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges, três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Mais raramente, as meningites podem ser provocadas por fungos ou pelo bacilo de Koch, causador da tuberculose.

Existem as meningites virais, onde o quadro é mais leve. Nesse caso, os sintomas se assemelham aos das gripes e resfriados. A doença acomete principalmente as crianças, que têm febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca, inapetência e ficam irritadas. Uma vez que os exames tenham comprovado tratar-se de meningite viral, a conduta é esperar que o caso se resolva sozinho, como acontece com as outras viroses.

Mas também existem as meningites bacterianas, que são mais graves e devem ser tratadas imediatamente. Os principais agentes causadores da doença são as bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo. Em pouco tempo, os sintomas aparecem: febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de sepse aumenta muito. Nos bebês, a moleira fica elevada.

Cidade sofre surto de chikungunya

A chikungunya cresceu disparadamente na Serra e só este ano já infetou mais de mil moradores. Segundo especialista, o município, assim como outros da Grande Vitória, sofre um grande e preocupante surto da doença, que é séria e pode deixar sequelas por toda a vida de quem é contaminado. O aumento de casos, em comparação ao ano passado, é de 1.118%.

Segundo um levantamento realizado pelo TEMPO NOVO, até o dia 16 de outubro de 2019, eram 88 casos de chikungunya na Serra. Este ano, no mesmo período, a doença já infectou 1.072 pessoas que residem na cidade. Outro dado que também confirma o surto que a cidade está vivendo é que, até abril deste ano, haviam sido 364 infecções. Após isso, em seis meses, a cidade confirmou 708 novos casos e ultrapassou os mil contaminados.

Rubia Miossi, médica infectologista da Unimed, conversou com a reportagem e confirmou que toda a Grande Vitória, inclusive a Serra, enfrenta um surto da doença, mas segundo a especialista isso ocorre há meses. Ela ainda alertou sobre os perigos da doença, que causa sofrimento por um longo período para suas vítimas. Ainda segundo ela, a melhor prevenção é combater o Aedes aegypti.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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